O Dublê do Diabo

Elenco / Direção

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O Dublê do Diabo (The Devil's Double)

(Regular)
País: Bélgica, Holanda
Duração: 109 minutos

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O Dublê do Diabo | Crítica

Dominic Cooper domina o filme com dois papéis mal desenvolvidos, mas marcantes

Marcelo Hessel
11/10/2011 - 21:20

O Dublê do Diabo (The Devil's Double) é o filme que está fazendo o nome de Dominic Cooper, que aparece em Capitão América, Abraham Lincoln: Vampire Hunter e foi cotado para Bourne. O ator convence, apesar do eventual overacting, no papel do "diabo" e seu dublê, nesta romantização da história real do filho de Saddam Hussein.

Durante a adolescência, Uday, primogênito do ditador iraquiano, estudava com um colega de escola parecido com ele, Latif Yahia. Aos 23 anos, Yahia teria sido "convencido" pelo governo a passar por cirurgias plásticas para ficar mais parecido com Uday - e substitui-lo em aparições públicas. Depois de sobreviver a 11 tentativas de assassinato contra o filho de Saddam, Yahia conseguiu fugir do Iraque meia década depois, em 1991. The Devil's Double é o nome de um dos livros que ele escreveu contando sua versão da história.

O diretor Lee Tamahori (007 - Um Novo Dia para Morrer, O Vidente), que longa das telas tem seus próprios casos de vida dupla, parte do livro de Yahia e, portanto, está limitado ao ponto de vista do dublê - o que já tira um pouco o potencial do filme. Não espere, como o trailer pode sugerir, uma trama de sedução do poder e corrupção de caráter. Latif Yahia é em O Dublê do Diabo uma testemunha e não um cúmplice do terror.

Quem já conhece a fama de Uday, assim, pode se aborrecer com a narrativa escandalizada de Tamahori, que reencena as lendas que cercam o herdeiro psicótico (tiroteios em boates, bacanais com mulherio e cocaína, perseguição a colegiais em carros importados) mas não se importa em desenvolver a ação ou a reação de Latif diante desses eventos. O drama do dublê é acondicionado a uma subtrama amorosa: ele deseja a preferida de Uday, Sarrab (Ludivine Sagnier), e sua revolta contra os desmandos torna-se, então, não uma questão de princípios, mas uma reação emocional.

O Dublê do Diabo é certamente o melhor filme de Tamahori desde que o diretor trocou a Nova Zelândia por Hollywood, mas isso não quer dizer muito. Com alguns momentos interessantes mas repleto de oportunidades perdidas, o filme só serve mesmo como palco para Dominic Cooper. Os dois personagens que ele tem nas mãos são excelentes enquanto tipos, mostra que o ator sabe fazer tanto o vilão louco e carismático, um Tony Montana do deserto, quanto o mártir silencioso, um justiceiro de ternos bem cortados e óculos escuros, à moda 007.

O Dublê do Diabo | Trailer

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