Elenco / Direção

Somos o que Somos

We Are What We Are
(Regular)

Drama, Suspense

  • Estréia: 13 de Dezembro de 2013
  • País / Ano de Produção: EUA / 2013
  • Duração: 100 minutos
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Somos o que Somos | Crítica

Terror com pretensões de filme indie do campo não se decide entre a ironia e a gravidade

12/12/2013 - 20:00 - Marcelo Hessel

Vai longe a tradição no cinema americano dos caipiras canibais, vilões de filmes de terror que não fazem concessões, particularmente nos anos 1970, como O Massacre da Serra Elétrica e Quadrilha de Sádicos. Apesar da familiaridade, Somos o que Somos (We Are What We Are) evita essa tradição e busca se filiar com uma mais em voga em festivais, derivada dos longas de Terrence Malick: a do filme indie do campo.

Remake hollywoodiano do terror mexicano Somos lo que Hay, de 2010, o longa se ambienta nas montanhas Catskill, ao Sul de Nova York, onde o diretor Jim Mickle já havia feito em 2010 o terror de vampiros e zumbis Stake Land. Não há criaturas aberrantes em Somos o que Somos, pelo menos não à primeira vista. Na trama, a reclusa família Parker vê seus bizarros costumes ameaçados quando uma chuva torrencial atinge sua cidade, o que força as irmãs adolescentes Iris e Rose a assumir a responsabilidade e lidar com os segredos da casa.

Da escolha das protagonistas Julia Garner e Ambyr Childers, com sua fotogenia de anjo, passando pela fotografia meio sépia, até a disposição de enquadrar tudo com simetria, Somos o que Somos lembra os longas típicos de um Festival de Sundance (como Martha Marcy May Marlene, também rodado nas Catskills). O problema é que Mickle não parece ter muita vocação para esse tipo de filme (ou para qualquer outro, dados os erros de continuidade), e Somos o que Somos não vai muito além da emulação de outros estilos, indeciso ainda entre ser grave e ser irônico.

A atuação desastrosa do ator Bill Sage, uma versão sem carisma de Bruce Campbell, como o pai das duas garotas, é a síntese dos problemas de tom de Somos o que Somos. Ele procura uma dúzia de caretas diferentes para transmitir seu misto de sofrimento e predestinação, mas só parece estar imitando outros patriarcas cegos de fé, de filmes melhores. A cara do ator Michael Parks no fim do filme, incrédulo diante de tudo isso que testemunhamos, acaba sendo o que de melhor Somos o que Somos tem a oferecer.

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