J. Edgar | Crítica

Clint Eastwood vai aos heróis como ícones para encontrar um Hoover em conflito com sua própria imagem

Marcelo Hessel
26 de Janeiro de 2012

J. Edgar

J. Edgar

EUA , 2011 - 137 minutos
Biografia / Drama

Direção:
Clint Eastwood

Roteiro:
Dustin Lance Black

Elenco:
Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Naomi Watts, Judi Dench, Jeffrey Donovan, Damon Herriman, Ken Howard, Stephen Root, Josh Lucas, Dermot Mulroney, Ed Westwick

Ótimo
j. edgar
j. edgar
j. edgar

Primeiro diretor do FBI, cargo que ocupou por 37 anos, John Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio) decide que precisa contar sua história, a história do Bureau. Pede que sua secretária (Naomi Watts) encontre nas fileiras da casa um agente para datilografar a narrativa. Hoover, já calvo e obeso, não se contenta com nenhum, troca-os compulsivamente. São agentes moços e belos; o diretor Clint Eastwood parece tê-los escolhido (atores como Miles Fisher e Ed Westwick) pela fotogenia.

Na verdade o elenco masculino de J. Edgar dá a impressão de ter sido todo selecionado, antes de mais nada, por critérios estéticos. Quando o jovem Hoover atravessa um corredor para inspecionar os novatos do recém-fundado FBI, em 1935, a maioria é formada por tipos apolíneos. Já personagens com desvios de caráter têm também, em alguns casos, "desvios de feição" (o nariz cartunesco de Richard Nixon, o queixo vilanesco de Bruno Hauptmann). Se as escolhas de elenco de Eastwood têm essa preocupação, pouco importa. O fato é que elas realçam o principal tema de J. Edgar: o herói como ícone.

É um tema que Eastwood - ator de heróis que se impunham mais pela presença do que pela palavra, como Dirty Harry, o Homem sem Nome dos faorestes de Leone, até o Walt Kowalski de Gran Torino - entende bem. Um herói se define por seus atos, mas um herói no cinema define-se também por sua imagem. O diretor do FBI sabe disso, nem que seja inconscientemente, por inveja ou vaidade: o único agente que ele demite durante aquela inspeção no corredor é mais alto e mais forte que Hoover.

Eastwood não só dá atenção especial aos momentos públicos de construção de imagem de Hoover (a visita ao alfaiate, os almoços, a mise-en-scéne de seu escritório), como entende que a mítica do FBI se estabelece de vez já no ano de fundação do Bureau, quando o público dos cinemas deixa de torcer para os gângsteres e passa a torcer pelos agentes, em filmes como G-Men Contra o Império do Crime, daquele 1935. O herói como ícone é um herói perene e inconteste.

Mas o legado do FBI (que Eastwood iguala em importância à Biblioteca do Congresso, em um paralelo no início do filme) não é o foco. Se Eastwood propõe reavaliar a pessoa de John Edgar Hoover, então, a única forma de fazê-lo é questionar a própria iconografia. Daí entra o tão importante e competente trabalho de maquiagem, que associa a ruína física do Hoover de DiCaprio ao peso dos anos represando sua homossexualidade e forjando uma nova imagem de si, à semelhança das estátuas que ele coleciona em seu quarto. Os arrojados saltos no tempo - Hoover entra velho no elevador e sai jovem, por exemplo - servem para reforçar a transformação física.

O tempo inteiro o filme sugere que Hoover se auto-impõe essa transformação para agradar a mãe. Por mais que reduza a complexidade do biografado, essa leitura edipiana feita pelo roteirista Dustin Lance Black (Milk) rende pelo menos um belo momento, a cena de J. Edgar em que Hoover se traveste de mulher. Para quem tudo era uma questão de imagem, o vislumbre de uma feminilidade, materializada diante do espelho, devia ser a mais sentida dor.

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Comentários (60)

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sem avatar Marcio (15/06/2013 15:12:42)   -7 0
Clint Eastwood como republicano busca em seus filmes temas em que a moralidade da sociedade está em dúvida. Os personagens em seus filmes buscam através de suas idéias justificarem seus atos para restabelecer, digamos, a moral. Neste filmes temos, mas um exemplo. Aqui, ele nos trás uma cinebiografia e faz com que conheçamos a figura de J. Edgar Hoover.
Nosso protagonista interpretado por Leonardo DiCaprio foi o chefe do FBI durante 48 anos. Esse feito foi realizado com seu empenho e sua capacidade de descobrir comportamentos, digamos inadequados, de pessoas publicamente expostas e de ir fundo para resolver casos difíceis de resolução. Mas J. Edgar escondia algo entre quatro paredes que poderia destruir sua imagem e, por conseguinte sua vida profissional. DiCaprio nos da uma boa interpretação, mas é Armie Hammer como Clyde Tolson que na minha opinião rouba as cenas. Ele é digamos um amigo imprescindível na ascensão de J. Edgar. Ele junto com sua fiel secretária Helen Gandy (Naomi Watts) garantem essa vida de 48 anos a frente do FBI.
Como republicano Clint Eastwood sempre procura tratar de assuntos que a violência ou os métodos nem tanto corretos são justificados para tentar manter a moralidade. O que ele nos passa nesse filme é que J. Edgar é essencial para manter a vida dos americanos dentro da normalidade, combatendo o mal custe a que custar. Nosso protagonista procura usar a figura de uma revolucionária como bode expiatório para trilhar seu caminho. É abordado aqui o tema que é predominante pós 11 de setembro. Por exemplo, os revolucionários aqui praticamente atuam como os terroristas. Para chamarem atenção procuram plantar bomba em alguns lugares. Em cada época existe para J. Edgar um movimento que está indo de encontro com a moralidade. Em casa conhecemos sua mãe, vivida por Judi Dench, uma mulher racista que deixa esse racismo transparecer para seu filho. Além disso, conseguimos perceber uma mãe que tem uma relação ainda muito próxima (não é comum como ele é tratado por sua mãe) de seu filho, mesmo ele com 24 anos, ela parece coordenar suas atitudes como se ele fosse uma criança. A cena em que ela guarda um recorte de jornal dentro de seu vestido consegue nos passar em imagens uma analogia de uma mãe que ainda amamenta seu filho.
Agora é intrigante como ele consegue manter uma relação homossexual com Tolson durante tanto tempo, sem que nenhum presidente ou digamos funcionário insatisfeito busque informações para tirá-lo do poder. Apesar de hoje as pessoas já assumirem a homossexualidade de forma mais tranqüila, naquela época, se alguém descobrisse seria o fim daquela pessoa. Os anos vividos por J. Edgar eram difíceis em termos de assumir sua homossexualidade. A pessoa que assumisse isso sofreria um enorme preconceito e se fosse uma pessoa pública, sua vida profissional não iria para frente. Ainda mais se fosse no FBI. É nesse ponto que, apesar do filme se tratar de uma biografia, não é abordado em nenhum momento alguém que busque destruí-lo profissionalmente. Nenhum presidente quis bater de frente com ele.
Enfim é um filme bom, apesar de ser um tema bem americano, mas procura manter sua homossexualidade de forma sutil o que não seria diferente se tratando de Eastwood.

http://embriagadospelocinema.blogspot.com.br/2013/06/critica-j-edgar.html



sem avatar guilhermebarrosa (22/01/2013 04:21:08)   -13 0
esse filme é uma bela porcaria, quase não consegui assistir.



sem avatar Davi (24/05/2012 16:21:01)   40 0
É difícil acreditar que exista gente tão estúpida. A análise de um filme é feita considerando-o uma arte - o que realmente é! O filme é uma arte e a crítica está aí para mostrar sua interpretação, e se ela é interessante, empolgante, desestressante, ou outras coisas mais, dependendo da proposta do filme. Você não analisa um livro por "Puxa esse autor escolhe bem as palavras", ou "Ele usa palavras muito difíceis", mas pelo que a história tem a transmitir e todo o seu contexto. A maioria dos clássicos da literatura, senão todos, contém uma rápida biografia do autor e um comentário sobre os acontecimentos principais da época em que foi escrito, para que o leitor possa fazer uma análise profunda. Puxa vida, a crítica é ótima porque explora os pontos não-superficiais do filme, deveriam notar isso! Analisa não só o que o filme mostra mais todo o contexto nele, o por trás do dito! É difícil acreditar que o crítico ainda persista em exibir sua crítica, sua análise, senão é claro que ele ama o que faz, não só por sua recompensa, seu salário. Que não seja pela recompensa ou seu salário, pois então.



pedro pedro (20/02/2012 16:17:37)   67 0
As críticas do omelete, principalmente as do Hessel, são mais pra se ler depois do filme =S

já que muito mais que uma avaliação, são uma reflexão do filme.

O nome deveria mudar de crítica para síntese.



sem avatar Kel (10/02/2012 11:09:44)   1 0
Eu assisti o filme ontem e achei muito bom!





SPOILER



o fato de o mote do filme é ele relatando para uma biografia, permite umas "licenças poéticas", pois é ponto de vista mesmo!
e a MELHOR cena é a mencionada na crítica, sobre a revelação de "speedy" e sua opção sexual



sem avatar Lorenzo (06/02/2012 22:30:19)   8 0
As críticas do pessoal do Omelete estão cada vez mais mirabolantes e com uma profundidade desnecessária para um texto tão curto. Esta crítica não diz nada sobre o filme em questão, fico surpreso com a publicação. Cadê a auto-crítica ?



trocinho trocinho (05/02/2012 21:54:33)   0 0
Vi o filme ontem e achei ótimo! Concordo que houve um exagero na maquiagem (principalmente do Armie Hammer) mas isso não tira o mérito do filme. Me fez refletir sobre como era aquela época para alguém assumir sua orientação sexual sendo um dos homens mais poderosos e somado a isso o seu amor pela sua mãe a qual era contra ("prefiro um filho morto a um filho homossexual). Concordo com a parte da crítica sobre a cena da morte da mãe do Edgar. Ele no espelho e se travestindo. Gostei também da forma delicada em que foi tratada a homossexualidade. Não deixou que as cenas se tornam piegas. Ganhar o Oscar talvez seja o sonho de muitos profissionais no cinema, mas acredito que ele não mede a qualidade de um filme. Até mesmo porque cada um tem seu próprio olhar sobre a película que se predispôs a ver.
@trocinho



sem avatar EDISSA (04/02/2012 09:59:26)   0 0
Nossa, que crítica mais enrolada; seja mais direto e simples, meu caro. O filme é ótimo, se você se esforçar para não se distrair com a maquiagem feia e pesada de alguns atores. Leonardo está ótimo e Judy Dench, é aquela maravilha de sempre.



sem avatar Luiza (02/02/2012 12:03:23)   7 0
Isto é uma crítica de cinema ou uma análise freudiana? Fica meio difícil entender alguma coisa da trama do filme se o crítico procura dar uma de psicanalista, acho que ele deve estar na profissão errada...Divagar demais atrapalha uma crítica "limpa" e honesta.



sem avatar Marcelo (02/02/2012 04:33:24)   1 0
assisti ao filme hoje, mas foi uma decepção, tecnicamente achei vários defeitos no filme:

a ja sitada maquiagem de quando os personagens (principalmente no parceiro do Leonardo Di Caprio)

cenas como as da bancada onde Hover olha para a passeata do presidente Kennedy e Nixon, embora passe de forma interessante o momento quase esquizofrênico do chefe do FBI que parece que os aplausos são para ele e logo a câmera muda para a passeata que mostra todos de costas para a bancada. Tecnicamente a bancada parecia um cenário mal feito com pouca ou nenhuma ligação com a cena da passeata, claramente foi uma colagem de edição juntando dois lugares e momentos de filmagens completamente diferentes...

quanto ao roteiro, não senti ele se arrastar, embora tenha mais de duas horas, estas passaram de forma natural...

a unica critica que faço, na verdade se refere a uma inquietação que o filme me provocou. Qual a mensagem de Clint Eastwood em mostrar? Estaria o diretor querendo redespertar no povo americano um patriotismo que, acredito eu, ele julga estar apagado?

Do inicio ao fim este filme apresenta uma ideologia de extremíssima direita, onde tudo é branco e preto, e Hoover é o grande salvador da pátria. Talvez Eastwood acredite que o atual EUA esteja na mão de alguma trupe comunista ou que o atual governo não tenha pulso suficientemente forte para retomar o brilho da nação americana...



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Ériko Ériko (30/01/2012 01:30:10)   14 0
Vi neste domingo 29/01 e o filme é excelente, vale a pena! muito bom mesmo!



Marcílio Marcílio (29/01/2012 11:36:30)   7 0
O melhor dessa crítica é poder lê-la...realmente muito boa!!!! Parabéns OMELETE :P



Marcus Santana Marcus Santana (28/01/2012 22:03:17)   3488 0
Eu achei um filme bem montado,bem inteligente,com uma historia interessante.4 Ovos mesmo!

So esperava mais suspense,eu tava esperando um O Bom Pastor do Robert Deniro com Matt Damon e Angelina Jolie,deve ter sido isso!

De qualquer forma ja e uma melhora minha,pois o ultimo filme do Cint que eu consegui assistir ate o final foi Menina de Ouro,rsrs!

Nao levem a mau,mas e que eu prefiro filmes com uma trilha empolgante,e nao ha isso nos filmes do Clint,exceto esse.

Vale destacar as atuacoes convicentes de Naomi Watts,Armie Hammer(incrivel)e Josh Lucas.

Mas di Caprio estava um pouco sem brilho dessa vez,achava que ele poderia se entregar mais oa pael.Nao precisava ser um Cro,rsrs,mas poderia ter sido melhor!

Abs!



Marcus Santana Marcus Santana (29/01/2012 14:38:48)   3488 0
Vale lembrar que a luz esta perfeita,deixando assim uma fotografia digna de Oscar!


sem avatar Carlão (27/01/2012 23:41:18)   22 0
Acho que a nova ordem da Academia é: "Se tiver DiCaprio, vetem, não deem um Oscar pra ele"...

foi assim com A Origem, agora com J. Edgar... imbecis!



sem avatar ARAUJO (27/01/2012 19:26:00)   0 0
4 ovos pra esse lixo? Só pq é do Clint? Gênios tb fazem merda...



sem avatar Santos D. (27/01/2012 14:53:14)   1273 0
Os dois ultimos grandes filmes de Clint Eastwood foram A Troca e Gran Torino.
Porém quando se trata de Eastwood até mesmo os filmes considerados menores merecem ao menos uma conferida.



Romualdo Romualdo (27/01/2012 12:55:41)   1617 0
Hessel e suas ótimas críticas hahaha! Não entendi por que o filme não recebeu nenhuma indicação... me parece um filme que agrada a Academia.



Renan Renan (27/01/2012 12:45:03)   2461 0
Vou ver por causa do Clint, mas tem muita critica ruim em volta desse filme, eu não gostei dos últimos filmes dele, o Invictus e aquele espirita, mas o A Troca e Gran Torino foram excelentes.



Luis Hunzecher Luis Hunzecher (27/01/2012 09:25:13)   165 0
O filme me parece ser mto bom e muito injusticado, pois nao estado dando o devido valor a ele.

PS: nao aguento mais ler "mise-en-scéne" nas criticas do Hessel.kkk



Majin-Boo Majin-Boo (27/01/2012 04:19:31)   621 -2

Por que fazer uma biografia de uma pessoa que a amioria não conhece e nunca ouviu falar Clint? Se você quiser fazer uma cinebiografia de uma pessoa que seja um grande sucesso, Eu tenho uma dica de cinco letras. PELÉ.

Já pensou: Pelé - The History of the King, by Clint Eastwod. inclusive eu tenho uma sugestão pro Ator que que faria o the King: Will Smith. Já pensou Will, comoPelé entoando frases como :" The Soccer is litle box of surprises, understand". "The game only ends when the judge blow the beeps, understand
Maradona is a big son of bitch, understand.

Isso seria um dos maiores sucessos da história do cinema, com toda certeza. Fica a dica Clint.



Lauro Lauro (27/01/2012 08:52:54)   3714 3
Aqui no Brasil ninguém conhece Hoover, mas nos estados unidos ele sempre foi uma personalidade influente e famosa.

sem avatar DIMAS (27/01/2012 14:57:34)   15 0
PELÉ tem cinco (5) letras?!?!?!?
Será que na última revisão ortográfica os acentos viraram letras também?
Falando sério agora, Hollywood faz filmes para estadunidenses verem, não para o resto do mundo ver. Mesmo que a maior parte da renda seja fora daquele país.


sem avatar Julio Cesar (27/01/2012 15:03:18)   48 1
Grande ênfase Majin-Boo ao escrever PELÈ, 5 LETRAS hauahauhauahuahauahuahau.

L. L. (27/01/2012 16:06:17)   37 0
Li...reli....e não achei essa quinta letra...hahahha

Majin-Boo Majin-Boo (27/01/2012 17:08:35)   621 0

Tá bom que o unico erro que vcs acharam nesse texto foi as cinco letras do nome Pelé. Vocês acham que é fácil fazer contas as quatro da manha?

E que eu tive que acordar cedo pra levar a Vaca da minha Sogra no Veterinário.E quando eu digo isso não quis dizer que minha sogra tenha uma vaca.




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Rafael Rafael (27/01/2012 00:38:15)   157 2
De onde o Hessel tirou que essa maquiagem está boa?!?! Eu fiquei abismado como que uma produção desse naipe poderia errar tanto assim. E olha que eu to acompanhado nessa opinião...

Só para citar algumas outras críticas:

"E se DiCaprio merece aplausos, por exemplo, por suavizar o tom de voz sempre que surge conversando com Dench, sugerindo sua deferência à mãe (e vejam como a dublagem comprometeria e mutilaria a composição!), mais difícil é aceitar sua pesada maquiagem como o velho Hoover, já que jamais deixamos de perceber o artifício e a jovialidade do rosto famoso por baixo do látex. Ainda assim, com o tempo o espectador acaba se acostumando um pouco com o visual do ator envelhecido, suavizando o problema – algo que jamais ocorre com o “velho” Clyde Tolson, cujos efeitos de maquiagem estão entre os piores que já vi, prejudicando irremediavelmente o filme e também o trabalho de Armie Hammer (que, embora eficiente na maior parte do filme, adota um caminhar patético ao encarnar o personagem na velhice, parecendo estar com uma crise aguda de hemorroidas)."

Fonte: Pablo Villaça

"Leonardo DiCaprio gives a predictably powerhouse performance, but J. Edgar stumbles in all other departments with CHEESY MAKEUP, poor lighting, confusing narrative, and humdrum storytelling."

Fonte: http://www.rottentomatoes.com/m/j_edgar/



Raul Raul (26/01/2012 23:21:45)   1071 1
Muito ansioso para assistir esse filme! E que bom que foi bem avaliado por aqui.. Esperava algo bem diferente. Novamente, lamento o Hessel não ter falado da atuação do ator principal. Acho que independente do filme, isso deveria sempre acontecer.



Marcus Santana Marcus Santana (26/01/2012 21:30:30)   3488 0
Esse filme levou tanta critica que o considerava 3 Ovos pelo Omelete.

E o mesmo roteirista de Milk?

Entao as expectativas sobem,pois foi um otimo filme!

Vou assisti-lo amanha antes de Millennium,depois posto aqui minha opiniao!

Abs!




Thyago Roberto Thyago Roberto (26/01/2012 21:25:47)   729 0
Grande dúvida cruel: Por que, diachos, J.Edgar não foi indicado ao Oscar???? Sequer para maquiagem - pelo menos não aparece quando consulto a lista... ¬¬

Academia de Artes e Ciências Cinematográficas: F****** com DiCaprio desde 1997.



paulo murilo paulo murilo (26/01/2012 21:25:24)   73 1
Em crítica no JB, Filipe Quintans diz que o roteirista e eastwood transformaram a vida de Hoover em um 'filme gay monótono filmado na penumbra'.

É assistir e conferir. Confio na direção de Clint Eastwood e gosto das interpretações deDiCaprio.



Luis fernando Luis fernando (26/01/2012 21:23:03)   429 3
eu adoro os filmes de Clint eastwood.vou ver com certeza!!



Nathanael Nathanael (26/01/2012 21:19:01)   20 1
Não gostei desse filme. E achei que faltou o peso de Clint Eastwood. Agora, sério, a maquiagem é péssima! Falam que o filme deveria estar indicado em Melhor Maquiagem mas, sinceramente, não merece! A maquiagem de Iron Lady e de Albert Nobbs são incríveis. Agora, quem acompanha as previsões ao Oscar, que eu por sinal faço no meu blog há 3 anos, sabia que J. Edgar não estaria entre os indicados ao Oscar. No máximo, em Melhor Ator.



Eike Eike (26/01/2012 21:16:24)   -75 -8
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


 Cristina Cristina (26/01/2012 21:14:37)   579 -1
Hoover sempre foi controverso e odiado pela maioria, mas ninguém pode negar, o FBI é o que é hoje por causa dele. E viva a mais um personagem humano e proscrito para a galeria de Clint Eastwood.



Ricardo Ricardo (26/01/2012 21:14:12)   1811 0
Cara, esse é um filme do Clint, só isso já é motivo mais do que suficiente pra me fazer comprar o ingresso!!

Deve ser uma cinebiografia das mais interessantes. Não vejo a hora!



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Joel Joel (26/01/2012 21:04:15)   201 2
Hessel, existem scenes que abordam the homossexualidade dele?
Or is algo very indiscreto?



Ricardo Ricardo (26/01/2012 20:58:01)   144 0
O filme não foi bem na crítica, mas deve se tornar um cult. Clint não tá nem mais ai pra agradar ninguém, nem faz o que dá na telha. Não precisa repensar o herói nem a narrativa Hollywwodiana, sei que ele vai dirigir um musical, não vou me espantar, se depois for uma comédia romântica.


sem avatar Paulo (26/01/2012 21:14:13)   326 -1
Vale ressaltar que ele é de uma linha política conservadora, entretanto, seus filmes divergem muito das próprias convicções, esse diretor é pura lucidez!


Carlos Carlos (26/01/2012 20:31:55)   1823 6
Por que motivos esse filme não foi indicado ao Oscar?
Nem o Eastwood para melhor diretor?
E nem o DiCaprio (que parece ter se esforçado muito e mandado muito bem) para melhor ator?

Tinha cara de que ia receber várias indicações...


sem avatar Paulo (26/01/2012 21:11:50)   326 3
Caro Carlos Alberto, NÃO ESQUEÇA que o OSCAR é antes de tudo POLÍTICA e justamente por isso, esse filme pisa em diversas feridas e tabus que o Oscar evita premiar. Concordo com o que você disse e Vou citar o caso de Brokeback Mountain que estranhamente teve o melhor diretor premiado (Ang Lee), além de outros dois prêmios, mas que não ganhou melhor filme, já que Crash recebeu a estatueta: como entender que o melhor diretor não fez o melhor filme e por isso não recebeu o prêmio? Política. Quando Aronofsky, ao produzir e dirigir O Lutador, fez renascer o ator Mickey Rourke, ele não só ainda era visto como pequeno, como fez um filme "soco no estômago" o que provavelmente a academia não iria aceitar, já que, Sean Penn (Briguento por natureza - Ganhou por MILK e o Oscar na tentativa de "amenizar" o erro com o Ang Lee, premiou o Sean como melhor ator - de forma alguma desmerecido), enquanto em Cisne Negro, ele pegou uma atriz badalada, foi esperto pois vestiu muito bem uma história rasa se comparada aos seus outros filmes e estampou o rosto de uma atriz que sim, obviamente é incrível (Natalie Portman), mas que é de cara, o único motivo para o filme chamar tanta atenção. Esses são só pontos que pensarmos com calma, fazem parte das suspeitas e baixarias que devem acontecer nos bastidores dessa premiação. Não vou citar Kubrick ou Chaplin ou Orson Welles como injustiçados, porque isso já é bem conhecido.

sem avatar Paulo (26/01/2012 21:13:21)   326 0
Que se pensarmos*

Carlos Carlos (26/01/2012 21:28:05)   1823 4
Falou tudo Paulo...

O Oscar, sem dúvidas, não merece mais ser respeitado!

Virou uma grande corja com panelinhas e injustiças escancaradas...

Diego Francisco Diego Francisco (27/01/2012 08:34:26)   900 0
Realmente @Paulo e @Carlos Alberto,

A política atrás do Oscar sempre causa polêmica e como desta vez o estraga, se continuar deste jeito o Oscar deixará de ser a premiação mais importante.


Anderson Anderson (26/01/2012 20:18:34)   225 0
Então, é Clint, tenho que ver. Quero muito ver e tenho muito esperança que seja um incrivel filme. Ainda mais, certo entendi corretamente, como sendo o ultimo filme dele dirigindo, pretendo vê-lo no cinema, já q o ultimo filme q ele atuou (e tbm dirigiu), o gran torino, eu não pude ver.
Só fico pensando, sem saber quando o filme está saindo lá fora para o publico americano, se é um bom momento para um filme a respeito de alguém que trabalhe o fbi, q nunca foi tão odiado, logo após o fechar de portas do megaupload. As pessoas podem vê-lo com preconceito e ódio, e acaberem nem indo assisti-lo, o que seria uma pena - digo isso demagogia, não é pq esse é uma linha de raciocio errado, q as pessoas não o terão.



Diego Francisco Diego Francisco (26/01/2012 20:11:47)   900 0
Eu quero muito ver, principalmente porque é o último filme do Eastwood.




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