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Na Estrada | Crítica

Walter Salles e seu tributo à Geração Beat

Natália Bridi
12 de Julho de 2012

Na Estrada

Na Estrada

On the Road
França/Reino Unido/EUA/Brasil , 2012 - 137 min.
Aventura / Drama

Direção:
Walter Salles

Roteiro:
Jose Rivera (roteiro), Jack Kerouac (livro)

Elenco:
Garrett Hedlund, Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Kirsten Dunst, Amy Adams, Steve Buscemi, Elizabeth Moss, Terrence Howard, Alice Braga, Tom Sturridge, Sam Riley

Ótimo
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4

Li On The Road pela primeira vez não muito depois de ter mudado para Porto Alegre. Eu tinha acabado de começar a faculdade de jornalismo, ainda incerta sobre os rumos que queria tomar. Da leitura de uma edição da coleção L&PM Pocket, impulsionada pela empolgada introdução do tradutor Eduardo Bueno, veio a descoberta dos Beats, principalmente Allen Ginsberg, do jazz, e de um gosto novo por ler, escrever, ver, descobrir.

Essa é a grande qualidade do livro de Jack Kerouac, a de despertar. Escrito em 1951, a lenda coloca a prosa espontânea parcialmente autobiográfica em um rolo de papel de quase 40 metros, datilografado ao longo de três semanas sob os cuidados de muito café (adoçado com benzedrina) e acompanhado por uma rádio de Bebop (o estilo de jazz frenético nascido da década de 40 que combina improvisação e virtuosismo). A publicação veio apenas em 1957, após inúmeras tentativas frustradas e um longo processo de edição, se transformando não apenas em um marco da Geração Beat - aquela que experimentou, liberou sexualmente, flertou com o budismo, rejeitou o materialismo e transformou a sociedade contemporânea, tornando possíveis muitas das liberdades básicas que desfrutamos hoje -, mas em um acontecimento importante de muitas vidas ilustres, como as de Bob Dylan, Hunter S. Thompson, Tom Waits, Jim Morrison, Francis Ford Copolla, Johnny Depp e do diretor brasileiro Walter Salles.

É desse respeito, dessa noção de antes e depois causada pelo livro de Kerouac, que nasce o Na Estrada de Salles. A versão para o cinema da história de como o alucinado vagabundo de Denver, Dean Moriarty (Garrett Hedlund), mudou a vida de Sal Paradise (Sam Riley), se apresenta orgânica, fiel e inspirada. Da fotografia bela e certeira do francês Eric Gautier (Diários de Motocicleta, Na Natureza Selvagem), da escolha da trilha sonora, ora frenética pelo jazz, ora melancólica como o blues, às atuações de um elenco que se manteve fiel ao projeto por oito anos, o filme é resultado prático do despertar causado pela leitura de On The Road.

Salles e o roteirista Jose Rivera (Diários de Motocicleta) partiram do manuscrito original (publicado apenas em 2007), a versão considerada impublicável por sua ausência de vírgulas, parágrafos e seu conteúdo explícito, filmando a história que Kerouac queria contar. Da edição de 1957 permanecem os nomes dos personagens, que no original recebiam nomes reais - Sal Paradise/Jack Kerouac, Dean Moriarty/Neal Cassady, Marylou/ Luanne Henderson, Camille/Carolyn Cassady, Old Bull Lee/William S. Burroughs, Jane/Joan Vollmer, Carlo Marx/Allen Ginsberg, Terry/Bea Franco. A escolha foi feita pois, apesar da sua inspiração real, Kerouac colocou no papel uma versão muito mais fantástica do que a realidade - "uma mistura do vivido com o imaginado", segundo Salles. A casa do escritor William S. Burroughs (Old Bull Lee no filme), por exemplo, é descrita por Kerouac como uma velha mansão colonial, cercada por um jardim misterioso. A realidade se serve apenas de uma pequena casa de madeira.

A escolha do texto a ser adaptado também pesa na motivação que leva Paradise a pegar a estrada. Na versão mais conhecida, é o divórcio que leva o jovem escritor a partir para Denver em busca de Moriarty. No filme, assim como no manuscrito original, é a morte do pai, o trauma que Kerouac já havia citado em Cidade Pequena, Cidade Grande (escrito entre 1946-1949, publicado em 1950), que desencadeia seu fascínio por Dean e sua relação com a estrada. Também estão presentes a relação com a mãe, a sua ascendência franco-canadense, a religiosidade e a sexualidade reprimida, que teria levado Kerouac ao alcoolismo e à rejeição dos seus antigos amigos ("um bando de comunistas") ao fim da vida. Fidelidade que acaba por retratar uma história de excesso já sabendo seu fim. O resultado é uma melancolia sincera, onde no livro vê-se apenas euforia - o que pode causar estranhamento para alguns.

Ficção e Realidade

Salles também mistura o vivido e o imaginado no seu filme, colocando seu elenco em contato com estudiosos do universo beat e os familiares dos expoentes da geração - como a filha de Luanne Henderson (Marylou, interpretada por Kristen Stewart) e o filho de Neal Cassady. Em cena, vê-se o comprometimento dos atores, em um elenco que impressiona não apenas pela coleção de nomes - Kirsten Dunst, Viggo Mortensen, Amy Adams, Elisabeth Moss, Tom Sturridge, Alice Braga e Steve Buscemi, além dos já citados Hedlund, Riley e Stewart -, mas pela qualidade das suas interpretações, nutridas por uma mistura de encantamento e respeito às pessoas que os originaram.

Mortensen chegou a estudar o que Burroughs estava lendo na época, o francês Louis-Ferdinand Céline e a história dos Maias, o que levou a uma bela cena onde Old Bull Lee mostra aos jovens Paradise e Moriarty o quanto as traduções (e as edições) podem deturpar a obra original. Hedlund, que fora duramente criticado por seu trabalho em Tron - o Legado, aqui surpreende pela sutileza com que constrói um dos personagens mais cultuados da literatura contemporânea (que foi inclusive o papel dos sonhos de Johnny Depp por muitos anos). Seu Dean poderia ser simplesmente o rapaz surtado de Denver, que dirige precisa e perigosamente e atrai igualmente homens e mulheres. Sua sensibilidade, contudo, o transforma genuinamente no louco daquele famoso trecho do livro (louco para viver, louco para falar, louco para ser salvo), aquele que fascinou Kerouac e Ginsberg até o final de suas vidas e que morreu prematuramente em 1968. A mesma sensibilidade acompanha o Carlo Marx/Allen Ginsberg de Sturridge, que começa frágil e ingênuo e vai ganhando firmeza e sofrimento até se tornar o autor de O Uivo (1956), outro marco da Geração Beat. A própria Stewart, sob o peso da franquia que a levou a ser uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood, mostra uma entrega franca, revelando uma atriz, sobretudo, corajosa.

O que talvez falte à Na Estrada é não conseguir, enquanto adaptação, vencer a barreira entre inspirado e inspirador. O filme é um retrato sensível do livro e do seu autor, mas não consegue se firmar como obra em si, sendo, ao final, um belo e merecido tributo. Sua realização serve então como um caminho, que pode levar Kerouac e os Beats a uma certa "Geração Crepúsculo", onde a prosa coloquial de On The Road pode mais uma vez transformar os sonhos dos seus leitores em estrada.

Na Estrada | Trailer
Na Estrada | Omelete Estrevista: Walter Salles
Na Estrada | Omelete Entrevista: Alice Braga
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Comentários (107)

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Jefferson Madeira Jefferson Madeira (04/04/2013 10:02:05)   962 1
O filme faz sentido pra quem conhece o livro, do contrário se torna vago! O elenco é ótimo (com exceção à inexpressiva Kristen Stewart), mas o roteiro passa pelos personagens por obrigação porque estão no livro, pior no caso das mulheres que são só objetos dos homens. O livro é um best seller e ajudou a iniciar o movimento beat, mas quem disse que a qualidade de um livro garante um bom filme?


2#5



Jorge Luís Jorge Luís (06/02/2013 12:18:45)   67 0
Sem poder julgar o grau de fidelidade conferido a "Na Estrada", já que não li ao aclamado romance original, resta-me apenas apreciar a produção dirigida por Walter Salles como obra cinematográfica.

Devido a fama conquistada por On the Road tido como um clássico literário, sobretudo num nicho de público mais intelectualizado, não deixou de causar-me certa decepção a estrutura excessivamente monótona do longa metragem, pois trata-se aqui da jornada de intensas descobertas vividas por um grupo de jovens, dentre os quais estariam alguns dos artistas mais renomados da geração conhecida como "beat" que teve seu auge entre as décadas de 50 e 60.

Falta a "Na Estrada" alguma contundência visual e narrativa para que possa equiparar-se a clássicos do cinema como "Sem Destino" e "Sociedade dos Poetas Mortos". Toda a produção, vista sob uma perspectiva geral, parece ter sido realizada em apenas um tom, sem muito espaço para o humor, ou mesmo para um retrato mais definido de drama.

Assim, como grande parte dos personagens retratados, fica a impressão de estarmos sob o efeito de um certo torpor, onde a intensidade das aventuras retratadas nunca chegam a ganhar forma de fato.

Por sua qualidade técnica, pelo interesse histórico de seu conteúdo, e por algumas excelentes atuações(onde destacam-se Garrett Hedlund, Viggo Mortensen e a sempre estupenda Amy Adams) "Na Estrada" consegue manter a atenção do público, e em algumas (poucas) passagens chega a produzir o efeito que se espera das adaptações de grandes clássicos, mas certamente não irá marcar época como o livro que lhe deu origem.

7.0/10.0



sem avatar Tiago (21/01/2013 11:05:59)   -1 -1
Kristen ta perfeita nesse filme. <33



Ana Ana (30/11/2012 17:37:34)   6 0
corajoso Walter Salles! Trabalhar tao bem em cima de uma obra iconica, merece muitos aplausos..
Trilha musical impecável, fotografia incrível, historia emocionante.. Afinal, com Kerouac nao tem como errar!

filme maravilhoso.



sem avatar Luiza (17/10/2012 02:09:03)   20 2
Ninguém mais vai ler esse meu comentário (o filme já foi lançado há muito tempo), mas vou escrevê-lo mesmo assim. Depois de muito criticar o filme, resolvi ler o livro. LIVRAÇO. MUUUUITO BOM. Daqueles que você só larga quando termina. E depois da leitura, adivinhem só; continuo achando o filme um téeeeedio. Como um livro tão empolgante e inspirador pode resultar em um filme tão chato? Vale como homenagem e ponto. Não chega aos PÉS do livro.



sem avatar Jaline (31/07/2012 17:22:14)   0 0
A trilha sonora é realmente mto boa... dava vontade de dançar na cadeira! hehe
Mas, sem dúvida, é cansativo!

Aos que acham que o filme tem que ser como o livro... ai, não aguento! Cinema é entretenimento, tem que te deixar com os olhos grudados na tela. E esse, por mais que a história seja boa, não cumpre seu papel! Ficava me perguntando quando iria acabar!



sem avatar Sérgio (24/07/2012 13:31:27)   25 0
Sugiro a leitura da crítica abaixo de Na estrada:

http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2012/07/24/na-estrada-2012/

Abraços



Armando Armando (24/07/2012 12:01:20)   0 0
O filme fica repetindo mais do mesmo o tempo todo (sexo, drogas e desvios de caráter em geral), chegando a ser cansativo de assistir, além de demorar pelo menos 30 min para você começar a se interessar pela "história"... apesar de eu não ter gostado do filme, não posso negar que ele é bem produzido, tem cenas ótimas e no final das contas até vale a pena ser assistido, mas não espere muita coisa não!



sem avatar RODRIGO (22/07/2012 16:14:26)   5 0
O filme não é exatamente vazio, como muitos querem... Há que se levar em conta a época em que se passa a história. Hoje em dia, o que mostram no filme é fichinha perto do que muita gente faz por aí, daí não ser algo que "liberta", como talvez o livro tenha feito com muitos na época do lançamento.

Mas sem dúvida o filme é, no máximo, morno pros tempos atuais.



John John (21/07/2012 19:16:55)   45 -1
eu sinceramente prefiro confiar nos drogados-vagabundos-deprimidos do que nessa postura politicamente correta, estéril e ficcional.

poucos têm coragem de se libertar de si mesmo... e ver que a vida pode não ter propósito...rs


sem avatar RODRIGO (22/07/2012 16:12:06)   5 -1
Vc peca do mesmo jeito ao confiar nos drogados-vagaundos-deprimidos.. confie em si mesmo e olhe lá.


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sem avatar Heller (20/07/2012 19:00:36)   3 0
Olha, eu não lí o livro, então minha opinião é só sobre o filme. Ele é muito ruim. Primeiro, fazer um filme onde vc tenha que ter lido o livro pra gostar, já não é correto. Depois, mostra a história de uns jovens egoístas, drogados, vagabundos, promíscuos e depressivos que não fizeram nada de interessante. Pegaram a estrada e onde paravam era sempre a mesma coisa: muita droga, bebida e sexo. Não quero parecer moralista mas é que foi muuuito chato. O filme poderia ser feito em 40min.Não é à toa que na metade do povo já tinha abandonado a sala. A fotografia e os atores (inclusive a Kristen) estavam muito bem. De resto é só perda de tempo.



Luiz Eduardo Luiz Eduardo (19/07/2012 13:09:33)   127 -1
O filme é legal, mas você precisa ler o livro para conseguir enxergar isso, como a própria Natalia falou, é um tributo ao livro, não uma adaptação. Acho que as pessoas que estão falando mal do filme aqui são aquelas que foram no cinema esperando um Crepúsculo, igual as pessoas que assistiram o filme na mesma sessão que eu, porque eu nunca vi tanta pessoa saindo de uma sala de cinema na minha vida!


sem avatar Gabriel (19/07/2012 15:20:22)   -7 -2
Não concordo. Não li o livro e tampouco fui "esperando um Crepúsculo" só porque a Derpella tá no elenco. Aliás, são coisas completamente diferentes. Sinceramente não entendi como você conseguiu fazer a ligação exceto pela garota - o que não significa absolutamente nada, ela estar no elenco. O filme é ruim porque é ruim, é o meu gosto... Ser pseudo cult não é garantia de qualidade.

Luiz Eduardo Luiz Eduardo (19/07/2012 15:40:39)   127 1
É que você não estava na mesma sessão que eu, eu entrei no cinema uns 10 minutos antes do filme começar, nesses 10 minutos um grupo de meninas de 14 a 16 anos não pararam de fazer fofoca e de rir com umas risadas irritantes, depois no meio do filme, elas foram embora. E eu meio que generalizei mesmo, falha minha.


sem avatar Gabriel (19/07/2012 08:48:00)   -7 0
Não li o livro. Fui acompanhando um amigo que é fã mas só consegui salvar a fotografia , destacada pela Natália, e a trilha sonora - que é realmente SENSACIONAL. Mas quase dormi várias vezes...



Leonardo Leonardo (18/07/2012 18:29:40)   9 0
Eu já vi o filme uma vez e li o livro duas vezes, então sou suspeito pra classificar o filme de duas maneiras:

Primeira: se considerar o filme um tributo ao livro, realmente foi um belo trabalho do Salles, pois filme nenhum vai conseguir captar a essência do livro.

Segunda: agora, se considerar o filme uma obra que, apenas se baseia no livro tentando conseguir reconhecimento próprio sem nenhuma referência de tributo à obra de Kerouac, então aí sim, o filme é ruim.

Se não considerar nenhuma das duas e olhar apenas para a produção de Salles de forma ímpar, o filme é algo morno. Ele passa sim sentimentos em algumas cenas mas não consegue te prender da mesma maneira que o livro. Parece que o filme é apenas uma história de linha reta, sem altos e baixos, diferente do livro, que em várias vezes me proporcionou surpresas e emoções.

Talvez o problema do filme seja a duração, pois para passar todo o sentimento no livro, Salles precisaria de um filme de pelo menos 4 horas de duração, devido às bem desenvolvidas histórias contidas no manuscrito de Kerouac.

Para aqueles que disseram que depois que assistiram o filme nunca vão ler o livro: vocês tem que reconsiderar, pois o livro é algo que vai marcar a sua vida, talvez não agora, talvez não em um bom tempo, mas em algum momento ele irá fazer todo o sentido e te mostrará o que está errado na sua vida e o que você poderia fazer para aproveitar mais a mesma (sim, já aconteceu comigo). Leiam o livro, pois em comparação ao filme, o livro é, como sempre foi, uma obra prima.

Ótima crítica, parabéns como sempre Omelete.


sem avatar Patrícia (22/07/2012 14:42:02)   0 0
Excelente comentário, Leonardo.

Assisti o filme ontem e comecei a ler o livro há poucos dias e, apesar de achar o filme com um ritmo muito lento, acredito ser ele uma homenagem à obra que, a cada página, me conquista mais.

Omelete, Bela review!


sem avatar Kadu (17/07/2012 19:55:55)   2 0
Que lixo de filme!! Se resume a uma interminável sequência de pessoas fumando, transando e se drogando. Quase sem história e a sensação de "isso não vai acabar nunca?" é constante.



sem avatar Danielle (17/07/2012 16:08:26)   2 0
Se eu fosse definir esse filme em uma palavra seria: Massante. 2 horas de filme que pareceram uma eternidade.



sem avatar Gabriel (17/07/2012 14:34:53)   1 1
Assisti o filme ontem, gostei sim, mas confesso que não via a hora de acabar lá pelas 2 horas de filme.Tenho muita paciência para filmes, mas achei este muito massante e sem clímax, mas no geral é bom! Nada mais do que isso.


sem avatar Ida (17/07/2012 15:15:35)   0 0
Well maybe you should trying reading the book because the book has no plot or climax

sem avatar Henrique (20/07/2012 09:15:19)   3 0
ain't that a pretty weird way of recommending a book.. coz it got no plot nor climax =D


sem avatar Victor (16/07/2012 23:23:01)   12 0
Aii pessoal que assistiu o filme...
A atriz aqui do brasil, Gisele itie, ela participou do filme?????? eu li noticias de que ela ia aparecer, mais nem foi creditada... Acho que ela seria uma namorada mexicana.
?


Daniel Daniel (17/07/2012 17:12:02)   175 0
cara, não sei dessas notícias, mas a única namorada mexicana do livro e do filme é a personagem da Alice Braga.

sem avatar Gabriel (19/07/2012 08:35:36)   -7 0
Creditada ela foi sim, eu li o nome dela. Mas realmente, não a vi em momento algum do filme. Talvez esteja em uma cena excluída...


sem avatar Maikon Jaqueson (16/07/2012 20:37:37)   35 0
Realmente nem sei o que esperar desse filme. A crítica brazuca tá elogiando bastante, mas no resto do mundo parece que o povo odiou. Não fez o menor barulho em Cannes, nota baixa no Rotten, crítica internacionais falam que o filme é arrastado demais, etc.

Por outro lado o Cavaleiro das Trevas Ressurge já tá com uma nota absurda no Rotten sem sequer ter feito sua estréia.

Sei lá, tão estranho isso.
Tenho que falar que confio no trabalho do Walter Salles desde sempre, mas elenco muito cheio de estrelas é uma coisa que geralmente não costuma funcionar.

Tô querendo gostar, preciso ver esse filme.




Vagner Fernando Vagner Fernando (16/07/2012 09:31:33)   6 0
Parabéns à Natália Bridi pelo belo texto. Uma crítica bem detalhada e sincera em que a paixão pelo material retratado está evidente e instiga os leitores a tomarem conhecimento da obra.



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sem avatar Luiza (16/07/2012 00:11:38)   20 1
Provavelmente por desconhecer os personagens apresentados no filme, além de ignorar completamente o tal manuscrito sem vírgulas, não consegui apreciar o filme. Pareceu-me muito barulho por nada, pessoas loucas, drogadas, deprimidas, executando uma série de comportamentos auto-destrutivos em função de...ops...pra que mesmo? Rebeldes sem causa? Pra que tanta revolta? Sinceramente, um filme feito para fãs de não sei o que (ser fã de pseudo-intelectualismo e pseudo-rebeldia é mesmo incompreensível), que esquece que nem todo mundo admira e é iniciado na arte do não sei o que lá. Faltou uma introdução explicando o contexto político, cultural e econômico (esse principalmente, como esses caras se sustentavam??) pra que nós, ignorantes, pudéssemos entender minimamente o porquê de tanta maluquice.


sem avatar Thais (16/07/2012 01:08:19)   -1 1
Luiza, concordo com você.
Também não li o livro, então não tenho a visão de "fã" e me senti entediada diversas vezes durante o filme. Acho, inclusive, que isso pode ser decisivo no caso desta adaptação: aqueles que nutrem algum saudosismo pela história são aqueles que conseguirão apreciar o filme e o mesmo não acho que acontecerá com aqueles que, como nós, não leram.

Acho que aquela máxima de que "o livro é sempre melhor que o filme" é verdade, mas já consegui curtir muitas adaptações de livros (tanto os que li quanto os que não li)e não foi o caso de "Na Estrada". Também concordo que tudo parece meio "jogado". Os personagens parecem não envolver suficientemente para nós acreditarmos em seus dramas e motivos de cair na estrada (a perda de um pai, um pai que não conseguiram encontrar...).
Para exemplificar, cito a cena em que Marylou confessa que quer uma casa, um bebê, ou seja, uma "vida normal". Então o motivo que a segurava naquela vida que levava era apenas sua paixão por Dean? E quando ela teve certeza de que ele não seria apenas dela a ficha caiu? Ou será que ficar viajando por ai parecia legal por certo tempo, mas depois acabou enjoando? Pode ser que no livro esteja bem explicado, mas pra quem não leu o livro acho que muita coisa não convenceu.

sem avatar João (16/07/2012 09:26:56)   2 2
Nossa, nas primeiras cenas do filme já começam s sugestões do "em função de..." que você está perguntando, o relato do pai de Sal quando pega a sua mão e fala "você não tem calos, você não trabalha." Já fica óbvio aí o quão pesado seria isso pra qualquer alma apaixonada, viva e intensa que queira o que mesmo? a sim, escrever!! É realmente um pai morrendo negando a um filho a liberdade de uma escolha de profissão não é nada, difícil é hoje falar não ao pai conservador que quer a opção por medicina no vestibular... Sobre sustento acho que você não está falando sério... Os caras trabalham, aliás não são poucas as cenas de trabalho. E há as cenas de furto também, enfim, acredito que fica bem claro de como se sustentavam... Olha, desculpa mesmo, mas tem até um que de fascismo o seu comentário. Aliás alguns comentários aqui do omelete às vezes flertam com essa extrema direita autoritária... E o mais incrível, é que são as mesmas pessoas que fazem comentários como "ah nossa o racismo é terrível." Bom, bem vindo ao mundo real, você é o racista do século 21! Drogados, vagabundos, deprimidos, loucas, uau, são tantas pessoas não dignas para viver entre nós classe média trabalhadora e bem resolvida!!... Ahhh.. nossa desculpa mesmo estou sendo extremamente preconceituoso com você. Talvez seja porque eu tive um pai ausente alcoólatra que me bateu, ou por não estudar direito ou engenharia, talvez porque esse livro salvou minha vida, ou porque eu chorei quando vi pessoalmente o "tal manuscrito", Enfim é só um filme, só um comentário... Sei lá talvez eu seja um maconheiro fã de pseudo-intelectualismo e pseudo-rebelde...

“the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars.”

sem avatar Ricardo (16/07/2012 12:57:12)   1 1
Sou mais um que concorda com seu comentário. A viagem do Sal não tem nada de interessante. É um ciclo chato. As suas "paradas" são tediosas e maçantes. Não há nada de novo (acho que o livro, na época em que foi lançado, deve ter sido à frente de sua época, mas hoje não diz nada). É um vai-e-vem das mesmas coisas o tempo todo. E o tempo do filme (2 horas e 20 minutos) contribuem pra minha desmotivação com o mesmo.

Normalmente, os fãs fiéis de livros, criticam as obras no cinema. Espero, realmente, que esse seja mais um exemplo disso.

sem avatar Luiza (16/07/2012 23:21:16)   20 1
João.

Obrigada por me chamar de fascista e racista. Logo se vê que você é um sujeito liberto de preconceitos.
Todo comportamento está inserido em um contexto. Qualquer um. E todo comportamento tem uma justificativa, e ela pode ser verificada através da observação do contexto. Não há comportamento bom ou mau, há o comportamento e as variáveis de contexto que o justificam.
Pra mim, o filme falhou em apresentar aos leigos (meu caso) quais eram as tais variáveis, e por isso não consegui me envolver, achei o filme chato e massante. Não entendi o porquê da personagem de Amy Adams espantar lagartixas de árvores com uma vassoura, e também não entendi o porque daquelas crianças estarem imundas. Outras tantas coisas eu não entendi, e foi isso que eu não gostei.

sem avatar Bruce (17/07/2012 09:44:42)   127 0
@Luiza

Vamos com calma, ok? Primeiro, você declara não saber exatamente do que se trata, mas já sai disparando pra tudo quanto é lado. Como assim? Relaxa. Para facilitar seu entendimento, vamos por partes:

"Provavelmente por desconhecer os personagens apresentados no filme, além de ignorar completamente o tal manuscrito sem vírgulas, não consegui apreciar o filme."

Você gosta de "road movies"?

"Pareceu-me muito barulho por nada, pessoas loucas, drogadas, deprimidas, executando uma série de comportamentos auto-destrutivos em função de...ops...pra que mesmo? Rebeldes sem causa? Pra que tanta revolta?"

Talvez você não tenha notado, mas a família e as instituições estavam sendo questionadas na figura do pai do Sal. Era o Pós-II GM e a ideia de "futuro" para os jovens não tinha nada a ver com liberdade ou responsabilidade, mas dever. Nisso, a família e a pátria se confundiam e não se podia dizer um "ai". Sair feito um tresloucado é uma ação de resistência, embora possa trazer consequências como demonstrado no caso da Marylou.

"Sinceramente, um filme feito para fãs de não sei o que (ser fã de pseudo-intelectualismo e pseudo-rebeldia é mesmo incompreensível), que esquece que nem todo mundo admira e é iniciado na arte do não sei o que lá."

Acho melhor você começar a abrir um pouco mais sua mente. Nem todo mundo que se rebela quer provar alguma coisa, mas quer, com certeza, resistir a algo.

"Faltou uma introdução explicando o contexto político, cultural e econômico (esse principalmente, como esses caras se sustentavam??) pra que nós, ignorantes, pudéssemos entender minimamente o porquê de tanta maluquice."

Acho que vocês entenderiam, mas o vocabulário agressivo não colabora para isso.

sem avatar Bruce (17/07/2012 09:50:42)   127 0
@Luiza

"Todo comportamento está inserido em um contexto. Qualquer um. E todo comportamento tem uma justificativa, e ela pode ser verificada através da observação do contexto. Não há comportamento bom ou mau, há o comportamento e as variáveis de contexto que o justificam."

E é tão difícil pensar em como seria os EUA da década de 1950 para entender tal comportamento?

sem avatar Fabricio (17/07/2012 14:45:34)   3 0
Antes de querer entender o porquê de cada ato tomado pelos personagens, acho importante interpretarmos a mensagem que a história passa.

Eu vejo o filme como uma forma de mostrar quão valiosa é a busca pela felicidade fora da caixa. Muitas pessoas acabam se prendendo em situações rotineiras que garantem felicidade, mas não constroem uma história, não arriscam, não evoluem.
Claro que a história do filme é uma alegoria para passar essa mensagem, não estou afirmando que para ser feliz a pessoa deva usar drogas e fazer sexo deliberadamente.

O Sal era um escritor que não tinha ideias, pecava em criatividade e, no final das contas, as experiências proporcionadas pela amizade com o Dean o inspiraram a escrever a principal obra de sua carreira. Se ele não tivesse levantado da cadeira na casa dele e se arriscasse, hoje ninguém saberia quem é Jack Kerouac.

Como o Bruce comentou, se incluirmos o contexto de pós-guerra e o gosto por road movies, o filme fica bem mais atraente e, talvez, faça "mais sentido". Mas eu, vendo apenas o filme (não li o livro), interpreto a obra desta forma e gostei muito dela por isso. Pretendo ir atrás do livro.

Daniel Daniel (17/07/2012 17:21:56)   175 0
só pra completar tudo o que o Bruce falou e responder mais uma dúvida:

"Para exemplificar, cito a cena em que Marylou confessa que quer uma casa, um bebê, ou seja, uma "vida normal". Então o motivo que a segurava naquela vida que levava era apenas sua paixão por Dean? E quando ela teve certeza de que ele não seria apenas dela a ficha caiu? Ou será que ficar viajando por ai parecia legal por certo tempo, mas depois acabou enjoando?"

de repente cê só tava olhando pro filme e não realmente vendo, mas a cena que um dos passageiros que pegaram carona com o Dean, Sal e Marylou começa a cantar dentro do carro e a camera fecha um close no rosto da Marylou explica tudo. nem tudo é preciso ser verbalizado pra ser dito.

sem avatar Luiza (18/07/2012 02:22:20)   20 2
Daniel, por acaso seu sobrenome é Lentini? Desculpe, mas é que a foto é idêntica a de um velho amigo meu.

Vocês todos aí defendendo o filme: Repararam que, sem exceção, todos conhecem a obra sem vírgulas (desculpem, não sei mesmo o nome da obra)? Pois é isso que eu quis dizer com o meu comentário. Para gostar, precisa ser iniciado na arte do nao sei o que (não sei mesmo, como posso saber se o filme não mostrou??). Pra quem é leigo, parece doidera gratuita, parece um disco arranhado, parece a mesma cena se repetindo 20 vezes ao longo de 10 horas de sessão. Na sala em que eu assisti, teve gente se levantando e indo embora. É só isso. Pode ser um filme bom, mas só pra iniciados.

sem avatar Bruce (18/07/2012 10:23:02)   127 -1
"Repararam que, sem exceção, todos conhecem a obra sem vírgulas (desculpem, não sei mesmo o nome da obra)?"

E teria como não conhecer? Eu mesmo a tenho, mas ainda não li - só a versão editada. Contudo, eu não conheço nada dos Happy Mondays, mas curti "A Festa Nunca Termina". Conheço gente que amou "Control" sem nunca ter ouvido Joy Division.

"Para gostar, precisa ser iniciado na arte do nao sei o que (não sei mesmo, como posso saber se o filme não mostrou??)."

Para gostar, você precisa ser iniciado na Arte. E ponto. Existe uma coisa chamada "texto" e outra chamada "subtexto". O "texto" é o que você vê, a camada externa; o "subtexto" é o que está além disso, signos, interpretações, etc. Novamente eu pergunto: você gosta de "road movies"? Dependendo da resposta, podemos inferir se esse filme é pra você ou não - sim, porque nem todo mundo fica satisfeito com as mesmas coisas.

"Pra quem é leigo, parece doidera gratuita, parece um disco arranhado, parece a mesma cena se repetindo 20 vezes ao longo de 10 horas de sessão."

Eu poderia dizer a mesma coisa de "A Árvore da Vida" num nível superficial, mas quando você começa a pensar sobre o filme aí consegue-se enxergar além.

"Na sala em que eu assisti, teve gente se levantando e indo embora. É só isso. Pode ser um filme bom, mas só pra iniciados."

Pensa que fizeram a mesma coisa, só que de forma violenta, quando Stravinsky apresentou "A Sagração da Primavera". De qualquer forma, a chave para apreciar o filme é apenas esta: você gosta de "road movies"? :D

Daniel Daniel (18/07/2012 20:55:19)   175 0
Luiza, meu sobrenome não é Lentini não. devo ser só parecido com seu amigo mesmo.

sem avatar Luiza (26/07/2012 00:58:59)   20 1
Bruce

Eu AMO road movies, este é meu genero favorito de filmes. Mas on the road não é um road movie!!

Quanto à questão das artes. Você diz que não é preciso gostar de um tipo de arte pra apreciar o filme, mas gostar de arte e ponto. Não existe isso de gostar de arte e ponto. Existem milhões de tipos de arte (música, pintura, escultura, filmes, etc.), milhões de estilos (barroco, impressionista, moderno, etc.), e eu não sei de uma só pessoa que goste de todos os tipos e todos os estilos. Este filme é um tipo, um estilo de arte. Eu não gosto, e, definitivamente, isso não significa que eu não goste de nenhum tipo ou estilo de arte.


John John (15/07/2012 17:40:42)   45 0
li on the road quando era bem mais novo. rever o filme foi de uma experiência de reencantamento.

a combinação salles + santaolalla + gautier é impecável, sem falar nos demais componentes/ integrantes para essa tarefa árdua de transformar um livro marco em um filme delicado e bem estruturado.

o filme é de uma emoção sem precedentes... ainda bem que nenhuma espécie de moralismo comprometeu o tom vívido do kerouac.

"They danced down the streets like dingledodies, and I shambled after as I've been doing all my life after people who interest me, because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones that never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn..." (Jack Kerouac, On the Road).



marcos marcos (14/07/2012 23:43:17)   49 0
Nunca li o livro e, depois de ver o filme, não quero ler nunca!
Filme horroroso, lento, chato, massante, que não faz nada além de exaltar um bando de desocupados, vagabundos, ladrões, drogados, irresponsáveis e covardes, porque só se importam consigo mesmos e saem destruindo a vida de todos à sua volta. Se isso é bonito, prefiro a educação "feia" que meus pais me deram. Pelo menos eu tenho respeito pelos outros.


Belial Belial (15/07/2012 02:35:52)   63 1
Meu amigo... pense antes de escrever, a ideia do filme é essa mesma, parece que vc não pescou nada (ou vc saiu antes do filme acabar?). A questão eh q o Salles pôs em tela oq era quase impossível, agora pense que tipo de filme assistiríamos se não existisse o que vc citou cristão? Filmes que falam a respeito de guerra, homossexualismo, drogas, tráfico, prostituição, corrupção, pobreza, violência extrema, tortura (as vezes até isso tudo junto) ... será mesmo que o filme foi tão ruim assim olhando por esse lado?? Acho melhor vc ir pra casa e voltar a ver a barbie. Se fosse p/ ver um filme que nao tivesse nada do q vc citou, o cinema nao serviria para porcaria nenhuma. Por incrivel que pareça de onde eu venho (manaus) o filme aplaudido, e ngm saiu até que o filme acabasse. O que vc chama de massante e horroroso e massante, foi trabalho de 7 anos! isso eh oq chamo de evolução cultural. (viado)

sem avatar Marcelo (15/07/2012 20:46:06)   -2 -1
O Marcos deve ser algum adolescente que só curte filmes infantis cheios de porrada, explosões, tiros, etc... Desconsiderem, rs


sem avatar Alan (14/07/2012 21:54:01)   0 0
Estupenda crítica! Parabéns, Natália, pela lucidez expressa neste teu escrito!


sem avatar Marcelo (15/07/2012 20:51:32)   -2 0
Natália, EXCELENTE crítica, belo texto!!! Aproveite e ensine alguns de seus colegas do Omelete, principalmente aquele que escreveu a crítica do "A Origem", rs


sem avatar Giovana (14/07/2012 12:42:56)   1 0
Acho que Jose Rivera foi genial no seu roteiro. Não consigo imaginar o quão difícil seja escrever um roteiro desses. Não consigo mesmo. Fiquei bem feliz com o que vi, muito! Fico sempre com um pé atrás quando adaptam livros de que eu gosto para o cinema. Eu li 'On the road' mais de uma vez e neste ano li a publicação do manuscrito original - que eu não sabia que tinha sido publicado. Muito interessante as diferenças de um para o outro.

Quanto ao Walter Salles... linda direção. Sou fã dele desde os 15 anos, então quando soube que ele ia dirigir 'On the road', eu simplesmente tinha que assistir.

Fiquei com o maior sorrisão com os "yes, yes, yes" do Garrett Hedlund. Digno!

Quanto à crítica, acho mesmo que uma crítica deve analisar o filme como um todo. E esta está fundamentada e bem escrita. Aliás, adoro ler coisas bem escritas, então já virei fã da Natália.

Putz, acho que vou ter que assistir a este filme novamente.



Belial Belial (14/07/2012 12:33:37)   63 0
Cara, eu tava até com medo de continuar lendo as críticas aki do omelete e dar de cara com mais uma bomba, pow, mas essa p/ OTR, ficou massa!! Quero ver o filme!! e vai ser hoje!!



Fernando Fernando (14/07/2012 09:44:01)   343 0
Natália Bridi,agora entendi porque você escreve tão bem,faculdade de jornalismo.
ótima critica,fique na vontade de ver esse filme, já estava interessado,só aumentou a vontade.



sem avatar altamir (14/07/2012 04:50:46)   0 0
Foi mesmo uma excelente crítica. Informação sobre o tema, e opinião bem embasada.

Quanto a mim, gostei do filme. Mas acho que ele realmente não sobrevive sozinho. Faltou ao Walter um pouco mais de linguagem cinematográfica pra transportar a prosa de Kerouac para as telonas. Faltou mais música, jazz, blues...

Em contrapartida, as atuações são a melhor coisa do filme. Até a Kristen Stewart tá maneira como a Marylou. Sal ficou muito bacana também. Mas a melhor interpretação foi a do Dean, mesmo que o do filme tenha algumas diferenças em relação ao retratado no livro.



sem avatar Kalyl (13/07/2012 20:08:16)   63 0
Parabéns pela crítica Natália. Excelente.
O filme eu achei bom.
Perto do final ele meio que passa aquela sensação de "isso não vai acabar nunca?"

O que eu mais gostei foram:
As atuações que estão excelentes ou muito boas.
As participações do Mortensen, Buscemi, entre outros, que pontuam o filme.
O clima criado pelo Salles e a equipe do filme, alternando entra a euforia e a melancolia, deixando o filme bem estranho, com aquela atmosfera de pessoas meio perdidas.
Despertar o interesse em ler o livro.

No final, é um bom filme, mas faltou alguma coisa, pelo menos na minha opinião.



sem avatar SERGIO (13/07/2012 19:41:41)   0 1
Assisti o filme nesta tarde quando do seu lançamento nacionalmente. O filme é muito bom mesmo. Na realidade só passei para agradecer duas pessoas. A primeira
é a Natália pelo seu comentário sensacional. Poxa! Você se esmerou mesmo
na crítica. E a segunda é dizer que o
diretor Salles conseguiu filmar uma coisa que eu pensava não ser possível filmar. Mas esse brasileiro conseguiu! O cineasta é bom mesmo quando filme na
estrada. Grande cara!



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Raul Raul (13/07/2012 19:32:57)   2210 0
Se der, assistirei. Nem iria, mas essa Crítica me fez querer ver o filme.



sem avatar bruxo (13/07/2012 18:50:45)   -55 0
critica? de modo algum. é uma carta de amor a geração beat...



sem avatar Paulo (13/07/2012 18:40:24)   107 0
Concordo com o pessoal, essa foi uma das críticas mais bem escritas da história do Omelete. Fiquei até animado em conferir o filme no cinema, mas antes de assisti-lo vou corrigir uma falha de carater minha e ler o livro.



Punisher Punisher (13/07/2012 18:00:27)   25 1
Natalia,

você e o Marcelo mandaram muito bem na critica da semana, sou fã das suas criticas, sempre gosto e espero vê-la escrevendo as criticas dos filmes mais esperados.

P.S: Alice Braga ta show mais uma vez e Kristen Stewart ta mostrando que tem mais talento do que pareceu mostrar naquele filme.



Fábio Henrique Fábio Henrique (13/07/2012 17:59:16)   41 1
Ô Hessel! Viu como se escreve uma crítica sobre um filme "cabeça" sem ser chato e metido a besta? Parabéns, Natália! Belo texto!


sem avatar Marcelo (15/07/2012 20:52:56)   -2 0
Comparar Hessel com Natália??? É a mesma coisa que comparar funk carioca com música erudita, rs

Punisher Punisher (17/07/2012 08:43:08)   25 2
Viva o orgulho nerd!!!!! qual é meu amigo, tanto o Hessel quanto o Borgo só fazem criticas boas de filmes baseados em gibi e olhe lá viu, porque o segundo manda muito mal algumas vezes.


Caio Caio (13/07/2012 14:35:05)   25 1
Belíssima crítica! É raro ver uma crítica assim tão boa quanto essa. É uma das melhores que já li. Parabéns, Natália.
Sobre o filme, no começo não estava tão afim de assistir e tava com o pé atrás. Mas agora estou mais confiante quanto à qualidade dele. "O retrato de uma geração" como dizem, acho que vale a pena conferir.



sem avatar Santos D. (13/07/2012 13:19:35)   956 0
Eu não sabia que o roteiro é baseado no manuscrito original publicado em 2007.
Pensei que eles iriam adaptar a edição de 1957 que acabou se tornando o grande clássico do movimento beatnik.
Uma coisa que impressiona nas imagens divulgadas é a caracterização do Viggo Mortensen.Achei que ele ficou quase irreconhecivel.Se eu não soubesse que é ele quem interpreta Old Bull Lee teria dificuldade para identificar o ator.


Daniel Daniel (17/07/2012 17:27:19)   175 0
o Mortensen tá excelente no filme. a cena que o Sal vai acordar ele e ele tá dormindo com o filho no colo e com marca da agulha da heroína e o elástico no braço é do cacete.


Pedro Paulo Pedro Paulo (13/07/2012 13:12:38)   114 0
Taí uma crítica maravilhosa, gostei muito. Estou ansioso pra ver o filme , ainda não li o livro , pretendo comprá-lo logo.



G@BrieL G@BrieL (13/07/2012 12:37:29)   56 0
Não li o livro mais confesso que to surpreso com a critica positiva, só vi falarem mal do filme.
Mais com essa excelente crítica desperto meu interesse para ver o filme.
com certeza eu vou ver esse filme e Parabéns pela crítica Natália



ligya ligya (13/07/2012 12:19:52)   6 0
Finalmente críticas BEM escritas sobre esse filmes estão saindo e não apenas rusumos do livro.Essa é uma das melhores que vi nesse site.



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Gustavo Gustavo (13/07/2012 12:05:19)   586 1
A Natália já possuía os parâmetros que ditam as críticas feitas pelo Omelete ou ela os incorporou quando começou a trabalhar no site? Eis a questão.

Digo isso porque o que li foi uma crítica escrita com as vísceras. Já vi muitas reclamações de que os Cozinheiros são muito parciais (como se fosse possível fazer uma crítica imparcial) em seus textos. Entretanto, afirmo que é justamente por isso que eu gosto do site. O Borgo reclama ou elogia as adaptações de HQs tendo por base sua experiência de leituras ao longo dos anos; o que se vê é antes o ponto de vista do fã do que o do crítico de arte. O Hessel deve ter feito muito troca-troca com os primos na infância ou foi deixado sozinho em casa com o pedreiro ou uma babá pervertida, e hoje ele usa todas essas reminiscências em críticas que às vezes nos faz pensar muito. (brincadeiras à parte; não me aguentei. Desculpem, vou voltar a falar sério)

No caso desse texto da Natália, notem o corajoso início em primeira pessoa. Ela começa pela experiência que o livro lhe proporcionou, é o cruzamento da história de uma produção feita com muita sensibilidade com a história da própria Natália. E não se trata do caso em que “ah, eu já li esse livro”, não, se trata de uma obra que definiu gerações.
Como qualquer outra coisa que a humanidade possa produzir, a beleza está no pano de fundo que a sustenta, e a Natália realmente está de parabéns, pois deixou isso bem claro.

Estou vendo que vou ter que esperar mais para o fim das férias escolares pra assistir a esse filme, já que os cinemas da minha região estão dominados por filmes para esse público.

Inté.


Caio Caio (13/07/2012 14:26:49)   25 1
Excelente comentário!


pabloREM pabloREM (13/07/2012 11:45:31)   9 0
Boa crítica mas o correto é beBop e não bePop.



Igor Igor (13/07/2012 10:27:28)   16 -1
é um filme INCRIVEL mais esqueceu de mencionar as incriveis atuaçoes de Garret e Kristen que foram excelentes.



sem avatar Flavio (13/07/2012 10:17:33)   -5 0
Lembro quando adquiri minha primeira ediçao de "Pe na Estrada",era uma ediçao antiga da extinta Circulo do Livro,encontrada num Sebo,fiquei ansioso em ler aquela preciosidade,afinal,era o lendario On the road do Jack Kerouak.
Admito que ao termino de sua leitura, bateu aquele ranso de sera que perdi alguma coisa durante a leitura.
Sinceramente,acho On the Road uma obra hiperestimada,assim como Cavaleiro das Trevas de Frank Miller,em outras palavras nao e tudo isso.
Nao sei se e porque parte do que esta retratado la nao se figura exatamente uma novidade para mim,as buscas por identidade,o nilismo adjacente,um sentido maior encontrado no nao convencional,tudo isso encontrei a rodo nos movimentos juvenis ligados ao Rock,na verdade causou mais impacto em mim obras de Herman Hesse e Carlos Castaneda.
Enfim,foi-se a expectativa,ficaram alguns personagens marcantes como o "pogo humano" Dean Moriart e o deprimente Sal Paradise largado doente na sarjeta com ares de amante traida com saudades de seu "homem".
Espero que o filme traga pelo menos um pouco do saudosismo daquela epoca,da juventude desvairada,do blues do jazz e especialmente a celebre frase: “Eu me lembro de Dean Moriarty, eu me lembro do pai que nós nunca encontramos, eu me lembro de Dean Moriarty”


sem avatar Giovana (14/07/2012 12:46:02)   1 0
Acho que você vai gostar de como foi colocada esta frase no filme, Flávio. Eu, pelo menos, me emocionei.


nilton nilton (13/07/2012 10:17:02)   -969 0
pela critica da natalia acho que vou ler o livro e esquecer o filme mesmo pro dvd



Rot Rot (13/07/2012 09:26:35)   21 1
Melhor crítica do Omelete! Obrigado Natália!

Eu realmente amo esse livro, estou terminando de reler a versão com o manuscrito original (recomendo esta para aqueles que ainda não leram)e é uma leitura tão simples e cativante que me faz querer ler e ler ainda mais vezes...

Espero que o filme seja tão bom quanto o livro, e que as imagens nos passe aquela sensação de LIBERDADE como as palavras de Jack Kerouac!



sem avatar Bruce (13/07/2012 09:15:29)   127 1
"O resultado é uma melancolia sincera, onde no livro vê-se apenas euforia - o que pode causar estranhamento para alguns."

Sei não, Natália, mas eu mesmo sinto vontade de chorar toda vez que eu pego no livro. É um retrato de uma geração, mas também a busca de um ideal de liberdade que nunca se concretiza e de uma realidade que consome aqueles que pensam diferente. Quando Sal lamenta a partida de Dean, é como se desse um adeus àquela ingenuidade gostosa de sentir estar no controle da própria vida.



Gustavo Gustavo (13/07/2012 09:06:37)   27 0
Quero ler mais críticas da Natália, essa foi espetacular! Estou ainda mais ansioso para ver esse filme e ler essa obra que pelo visto é obrigatória para todos os amantes de literatura moderna. Sem contar que adoro esse temática "cair na estrada e se redescorir".



Márcia Márcia (13/07/2012 08:11:51)   31 3
Por favor omelete, mais espaço para a Natália e suas belas críticas.

Parabéns Natália, mais um texto marvilhoso.

Abraços.



These aren't the droids These aren't the droids (13/07/2012 08:05:37)   44 2
WOW, essa foi uma das melhores críticas da história do omelete! Parabéns Natália!



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