Serra Pelada | Crítica

Filme de gângster com vocação de exploitation pega o que há de mais questionável no legado de Cidade de Deus

Marcelo Hessel
17 de Outubro de 2013

Serra Pelada

Serra Pelada

Brasil , 2013 - 100 minutos
Policial

Direção:
Heitor Dhalia

Roteiro:
Vera Egito, Heitor Dhalia

Elenco:
Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Sophie Charlotte, Matheus Nachtergaele, Wagner Moura, Lyu Arisson, Jesuíta Barbosa

Regular
serra pelada
serra pelada

Serra Pelada serve de considerável argumento para quem acredita que o legado deixado por Cidade de Deus, nestes últimos dez anos, é mesmo o da chamada cosmética da fome - termo criado em 2001 pela pesquisadora Ivana Bentes para falar dos filmes que transformam cenários de carência em espetáculos de massa exploratórios.

Assim como Cidade de Deus, Serra Pelada emula o cinema de gângster hollywoodiano para correr atrás desse senso de espetáculo - se o filme de Fernando Meirelles e Kátia Lund era o nosso Os Bons Companheiros, o longa de Heitor Dhalia (À Deriva) tem O Poderoso Chefão como modelo. Uma cena em particular, a da reza na hora do almoço, intercalada com os ataques, inspira-se diretamente no "batismo de fogo" em Chefão.

Cabe a Juliano (Juliano Cazarré) a responsabilidade de ser nosso Michael Corleone, o cappo que ganha o poder e perde sua humanidade, enquanto Joaquim (Júlio Andrade) faz o Fredo da vez, o irmão diminuído. Na trama, ambos chegam à paraense Serra Pelada em 1980 prometendo amizade acima de tudo - e, ao longo de quatro anos, têm sua relação testada pelo dinheiro, na última grande jazida de ouro encontrada no país.

Para agilizar a identificação com os leigos, Serra Pelada recorre, assim como Cidade de Deus, a um narrador-mediador que traduza o gangsterismo para o público médio. Juliano e principalmente Joaquim, o "Professor", fazem o Buscapé aqui: intérpretes com ensino fundamental completo que sabem explicar com todas as palavras aquilo que os brutos do garimpo (ou da favela) são "incapazes" de articular.

São duas relações de cima pra baixo, portanto: tanto a que os protagonistas-narradores mantêm com os demais garimpeiros quanto aquela que o filme mantém com o espectador. É como se o discurso pronto e a matriz testada dos filmes de máfia já dessem conta de tudo, e para se sustentar enquanto narrativa Serra Pelada prescindisse de um contexto. Não por acaso, Joaquim e Juliano já chegam dizendo que "esse lugar piora a gente", embora estejam no garimpo só há alguns instantes.

Uma vez que Serra Pelada só transita na superfície das coisas - tipos exóticos de gays, prostitutas e bandidos, mediados por dois narradores comprometidos com o didatismo e com situações-clichê - então não resta opção a Heitor Dhalia que não seja embicar de vez rumo à tal cosmética da fome, e fazer um filme que, por suas escolhas de direção, aproxima-se mais do exploitation do que Cidade de Deus.

As performances são a única carta na manga de Serra Pelada - o ótimo elenco corresponde, e Sophie Charlotte particularmente surpreende - porque Dhalia cerca seus atores sem descanso: personagens descontextualizados são apenas corpos a explorar. Mulheres são enquadradas em contra-plongeé e homens, com câmera trêmula para simular urgência. E tome suadouro, nunca um elenco suou tanto, mas o caso é que transpirar não é transmitir.

Há um plano que é sintomático da vocação do filme para o exploitation: quando vai cortar para alguma cena no puteiro, o diretor usa como plano de transição um close-up nas intimidades do corpo de uma dançarina. É como se dissesse: tens aqui um baixo ventre, é ele que nos situa neste espaço, porque é tudo o que este espaço (no olhar fetichista do filme) tem a oferecer.

Não é de hoje que se discute a natureza fetichista do olhar do "estrangeiro", e a própria Serra Pelada foi objeto dessa análise quando o fotógrafo Sebastião Salgado - um dos maiores nomes do exploitation brasileiro - visitou o garimpo nos anos 1980, muito antes de toda a controvérsia da cosmética da fome ganhar corpo. Serra Pelada consegue, porém, atingir novos graus desse "espetáculo", aproveitando do legado de Cidade de Deus o que tem ali de mais questionável.

Serra Pelada | Cinemas e horários



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Comentários (64)

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sem avatar Max (16/03/2014 21:08:42)   8 0
Crítica preguiçosa essa em Hessel. Oo



sem avatar Raul (27/12/2013 01:17:39)   1 1
Ainda bem que eu assisti o filme antes de ler essa crítica.

O roteiro pode não ser um primor, mas dá pra ver até o fim e se envolver com os personagens muito bem interpretados, a produção caprichada e boa direção.

Achei genial a linguagem hollywoodiana dos gangsteres misturada com o povo faca na botina da selva ouvindo música brega. Se é que essa narrativa é exclusiva de Hollywood.




Narayana (Rodrigo) Narayana (Rodrigo) (15/12/2013 10:04:27)   180 0
Li toda a critica, mas não consegui identificar se o filme é bom ou ruim.
Só lendo os comentários dos internautas para, quem sabe, bater uma curiosidade em assistir ao filme.
Poxa Hessel, comece a reler oq escreve ou peça para alguém te ajudar, pq está difícil saber se o filme é bom ou ruim com essas criticas que escreve.



Gladiador Gladiador (14/11/2013 23:05:21)   188 0
Eu daria três ovos para o filme.

As cenas que retrataram os garimpos de Serra Pelada, ficaram bem realistas e parecidos com os reais. É só ver as cenas filmadas na época que hora se intercalam com as cenas do filme, e você nota bastante semelhança.

As cenas a Vila do Trinta, local cheio de prostíbulos e bares, são por um lado cômicas, mas também violentas, e uma verdadeira baixaria.

O personagem de Wagner Moura, Lindorico, roubou a cena, em sua curta participação. O cara atuou de tal forma que você por um lado ri dele, mas por outro sente um certo medo, devido a parcimônia dele que não é expressa de forma normal, pois, ele sente aparece alegre.



sem avatar Gerson (30/10/2013 14:46:05)   0 0
O crítica do Hessel não foi justa com o filme Serra pelada. A película apresenta muitos aspectos positivos como o elenco em brilhante atuação-com destaque para Wagner Moura na pele de um psicopata-; a reprodução do ambiente amazônico na década de oitenta é incrivelmente verossímil; a história proporciona ação e emoção por meio de seus protagonistas.
Quanto à violência, não há como retratar um garimpo no Brasil sem ela. O Marcelo aponta a semelhança do filme com os gangsters americanos. O que há de mal nisso? Pois bons filmes como o Poderoso Chefão influenciam e influenciarão outras obras da sétima arte.
O Hessel é talentoso, mas deve fazer críticas mais objetivas e menos acadêmicas.



sem avatar Renato (29/10/2013 00:22:01)   0 0
Não vi e não verei, do mesmo jeito q tentei ver e não consegui: “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite”, “Carandiru” – não sou fã, como muitos que conheço tb não são, desse cinema nacional “superrealistas, com exageros de violência (qual a diferença para o Datena),sexo quase q explicito (qual a diferença para as pornochochadas) e palavrões



Andrey Andrey (26/10/2013 15:38:35)   15 0
Apesar de críticas a favor e contra, gostei deste filme que tm alguns pontos fracos e soltos no roteiro, é verdade, mas as atuações de Sophie Charlotte (digna de um oscar nacional, sério) e Wagner Moura (apesar de pequena a atuação foi excelente, pois durante as filmagens o ator tinha outros compromissos de trabalho), e a cena em que o personagem do ator Julio Andrade faz um paradoxo entre o delírio da Malária e o delírio do ouro, é digno de ser apreciado. Eu e minha esposa achamos um bom entretenimento a ser conferido e o Diretor Heitor Dhalia fez uma excelente direção, casando bem as cenas de arquivo om as cenas de recriação do garimpo (uma área de mineração do interior paulista).



sem avatar Alan (25/10/2013 22:19:14)   0 0
Filme excelente! Wagner Moura foi fantástico em sua atuação e o resto do elenco não fica atrás. Esse filme pode ser bem premiado.



Fernando Fernando (22/10/2013 09:49:51)   32 1
Curioso: sempre achei Cidade de Deus Exploitation. Tanto é que foi inspiração do filme "Blaxploitation" o Chefão do Gueto com Fred Williamson (Um Drink no Inferno). Como Serra pelada pode parecer exploitation e Cidade de Deus, não? Sei lá. Apenas não entendi a crítica.



sem avatar bruno (22/10/2013 01:56:08)   50 0
Hessel o seu maior problema é falar do que não sabe. Dizer que Sebastião Salgado é figura do exploitation é apelar. Se você não sabe o que falar então por favor, não fale. Não é só por ser um jornalista que você tem o direito de cuspir qualquer coisa.
Sebastião Salgado é um dos maior fotógrafos mundiais, e o seu trabalho de cunho absolutamente jornalístico e documental é responsável por mostrar não só a desgraça humana (vide África) como o combate a ela (vide O Fim da Pólio).
Você como jornalista é porta-voz de um dos maiores portais de entretenimento e cinema do Brasil. Acorda, já está na hora de parar de bancar o jornalistazinho medíocre e pseudocult.



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sem avatar marcos (22/10/2013 00:43:54)   0 0
Ao ler o nome Hessel na crítica, nem vale mais a pena ler. Eu já fecho a página. #forahessel



Romão Romão (22/10/2013 00:16:32)   21 0
Marcelo Hessel na boa, muda de profissão brother. Suas críticas são chatas pra cacete, fala sério.



sem avatar Eduardo (21/10/2013 09:00:43)   20 0
O que diabos é exploitation?



Leandro Leandro (20/10/2013 17:07:48)   1454 1
cappo
contra-plongeé
exploitation


Suas criticas Hessel, deviam vir com um glossario em anexo...



Alexander Alexander (19/10/2013 23:48:54)   101 3
Filme ótimo. Como sempre, péssima crítica.



sem avatar Alessandro (19/10/2013 18:59:53)   2 3
As críticas desse Hessel são simplesmente tenebrosas de se ler, maçantes, terríveis, ou seja, não serve de parâmetro para você ir ou não assistir o filme. Ele e nada é a mesma coisa. Abre o olho "Omelete".



sem avatar William (19/10/2013 18:50:49)   4 3
ta dificil demais ler uma critica do Hessel... ele fala, fala, fala, e no final não fala nada....



Yuri Yuri (19/10/2013 18:06:09)   3 1
Ótimo filme, mesmo tendo um narrador, não achei que foi para transmitir o "gangsterês", foi mesmo para situar o que acontecia. Agora filme brasileiro não pode se parecer com os de Hollywood? Você ta de brincadeira Hessel.


sem avatar WR (28/10/2013 00:36:29)   8 0
E por falar em narrador, fala pro Hessel que a narrativa é feita apenas por um dos personagens; não por dois. Quem narra é o Joaquim (Júlio Andrade). O personagem do Juliano Cazarré não narra o filme.

Esqueçam o "exploitation"!

O filme é bom, pois, embora tenha um roteiro quase previsível, surpreende pela atuação afiada do elenco, cujo destaque vai para Wagner Moura e para Sophie Charlotte. A cenografia chega a impressionar. A quantidade de figurantes (será que usaram CG?) também chama atenção.

Filme bem dirigido. Uma trilha sonora que enriquece a atmosfera "brega" comum nesse tipo de ambiente da época e que nos ajuda a viajar para o início dos anos 80 como se entrássemos numa máquina do tempo.

Vale o ingresso.


Igor Igor (18/10/2013 21:54:45)   4 2
Não consigo olhar pra este ator e não lembrar do Adalto Chupetinha... haha



Joel Joel (18/10/2013 19:08:40)   201 5
Hello, people!
I entrei because to explicaition que the crítica of the Hessel é without fundamento, ok?
O site Judão.com publicated uma crítica elogiando the movie very very much, comparando ele a City Of Deus entre outros, inclusive mencionando que the movie deveria concorrer to the Oscar!
Leiam the crítica of Judão, is better of the Marcelo Hessel!

E lembrem-se: HEAD E SHOULDERS!



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Kabutendo Kabutendo (18/10/2013 18:44:10)   21 3
Parece que o Hessel faz esse tipo de crítica de propósito pra causar confusão nos comentários da Galera. Rsrsrsrs. Particularmente, sempre procuro o Omelete pra sacar a crítica de filmes e jogos, mas hoje, quando vejo que é o Hessel a frente do assunto, passo longe. Cansa. Olho só a pontuação. Ai, procuro outros sites, onde na maioria das vezes, tem a mesma opinião, mas tem leitura mais agradável e vão direto ao ponto. Não que uma crítica vá mudar meu ponto de vista sobre o filme/jogo, mas é sempre bom consultar outras opiniões, até mesmo dos colegas que postam comentários aqui.


sem avatar Pedro (19/10/2013 01:07:31)   35 2
Qd eu vejo o nome Hessel eu já dou um sorrisinho pois já sei gororoba que vai vir pela frente. X-D


Thiago Thiago (18/10/2013 18:40:01)   141 1
Insólita aptidão de Sr. Hessel para abranger o que não se está às vistas de olhos leigos - os de minha própria pessoa, por exemplo. Ao passo que perfila com sabedoria ímpar a narrativa do filme, apenas posso obsequiar tal crítica com conceito A+ - ou no caso do proposto pelo site, 5 ovos.



Heleno Heleno (18/10/2013 15:26:59)   50 -1
Sinceramente,pra quê tanta frescura,só pra comentar se o filme é bom ou ruim????Esse aqui é um site popular,não algo direcionado a algum doutor em letras,filósofo ou coisa do tipo.Precisa enrolar tanto assim? Essa foi a pior crítica que li em todos esses anos que acesso o site.


sem avatar Pedro (18/10/2013 15:52:46)   9 -1
Se seu problema é com uma crítica mais argumentada apenas vê a nota que o filme tirou e cala a boca cara, é dificil?

sem avatar Eduardo (18/10/2013 17:07:22)   -7 -2
Heleno é o exemplo-mor do público enjoado e leigo a que o Hessel se referiu.

Aquele que precisa de narração em off para entender algo que foge de compreensão.


João Vitor João Vitor (18/10/2013 13:18:03)   11 0
Trailer tá bem legal e o Cazarré tá mostrando passar de chupetinha para bom ator.
_______________________________________

http://youtu.be/5IQoo5ctHSk
___________________________



sem avatar Tales (18/10/2013 11:17:43)   7 2
As críticas do Hessel ou são muito boas ou são meio pesadas e maçantes de um modo que dá preguiça de ler até o final.... Acadêmicas demais.



Miss Scarlett Miss Scarlett (18/10/2013 11:08:30)   719 1
Pelo que entendi da crítica, me pareceu que o roteiro é superficial e a direção não ajuda muito.



Galo Galo (18/10/2013 11:05:50)   1404 4
"quando vai cortar para alguma cena no puteiro, o diretor usa como plano de transição um close-up nas intimidades do corpo de uma dançarina."


Ué! Teve as cara de falar "puteiro", mas teve vergonha de falar "tetas e xoxota"?!?!

;-)



Bigode Bigode (18/10/2013 10:57:24)   -6 1
"Mulheres são enquadradas em contra-plongeé..."

Dr. Marcelo Hessel, obrigado por escrever em seu texto o termo "contra-plongeé". Fui obrigado a pesquisar no Google o q diabos significa isso e fiquei 2% menos ignorante. Obrigado!


sem avatar Juan (18/10/2013 12:44:11)   80 1
Cê tá de sacanagem, né?
Eita ironia.


André Filipe André Filipe (18/10/2013 10:34:42)   1206 1
´´Filme de gângster com vocação de exploitation pega o que há de mais questionável no legado de Cidade de Deus´´

mais uma critica ruim do hessel,pra que colocar tanta frescura em uma critica,é uma tentativa de mostrar que é culto??

nunca entendi as criticas do hessel,são as piores do omelete,na do prometeus ele coloca´´vamos falar de sexo´´,na do circulo de fogo ele coloca´´Entre cores e refrãos´´,na do motoqueiro fantasma 2 ele coloca ´´O Motoqueiro Fantasma é cobra, mago vodu & faraó, o Motoqueiro Fantasma é pop´´

a criticas do cara fogem muito do assunto,e são ruins...



sem avatar Pedro Ivo (18/10/2013 09:59:39)   255 4
Lembro-me quando do lançamento de Cidade de Deus, ressurgiu com força essa tese da "cosmética da fome", principalmente por intelectuais de esquerda. Eu sempre fiquei irritadíssimo com esse discurso, de gente que ainda emulava o "modelo Glauber Rocha" de fazer cinema ("uma câmera na mão, uma ideia na cabeça") em plenos anos 2000. Gente que entendia muito de sociologia, mas muito pouco de cinema.
A nossa sorte é que certos diretores como Fernando Meirelles e José Padilha entenderam que fazer um cinema "inteclualizado", mas tecnicamente precário, não nos levaria a lugar nenhum, principalmente se quisessemos disputar o público com o cinemão norte-americano.
Sempre achei Cidade de Deus (2002) um filme excepcional. Pela primeira vez via um cinema brasileiro maduro do ponto de vista comercial e artístico. O problema foram os filhotes menores e ruins, na TV e nas telas, como aquele Cidade dos Homens e etc.
O grande problema, a meu ver, é que o cinema brasileiro continua capengando em alguns questios básicos do "bom filme comercial". Aprendemos a trabalhar com fotografia, som e montagem, mas os roteiros continuam frágeis. A repetição de atores "da moda" também é evidente. É monotemático, pois ou se faz comédias globais de baixo nível, ou se faz aquele cinema piegas típico da família Barreto.
Não assisti Serra Pelada, mas me parece ser o caso. Muita boa vontade de atrair o público para assistir "a um bom espetáculo de cinema", mas sem deixar aquele "lastro" artístico, que formaria uma filmografia perene, a deixar marcas.


Bigode Bigode (18/10/2013 10:53:39)   -6 0
Falou tudo o q eu penso a respeito! Meus parabéns.

Só acrescentando: para os "intelectuais" do cinema nacional, fazer filme pop comercialmente rentável é um pecado mortal (falo dos BONS filmes pop, como "Cidade de Deus"). Legal mesmo é filme cabeça e com alto nível de sofisticação como... "Dias de Nietzsche em Turim" (sim, isso foi uma ironia).


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Jefferson Jefferson (18/10/2013 08:58:08)   348 0
Bem,na minha opinião,quem mais se encaixaria no perfil para fazer essa crítica,seria o Hessel mesmo...

Não que os outros cozinheiros não pudessem tbm,mas uma análise mais detalhada desse tipo de filme é mais a cara dele mesmo...

E eu acho melhor que cada cozinheiro tenha uma identidade cultural,pois detestaria que fosse tudo "homogeneizado",feito exclusivamente para agradar a todos,deixando de passar a ideia de que a crítica é a impressão que o longa deu ao autor do texto,bem como sua opinião pessoal...

Não assisto filmes nacionais,mas queria ter uma noção desse filme,e essa crítica do Hessel me supriu bem...



sem avatar Renan (18/10/2013 07:25:21)   13 2
Nossa, eu começo a ler e logo na segunda estrofe volto só para confirmar a minha dúvida ....é , infelizmente é o Hessel mesmo.
Nossa hessel, vc é muito chato. Suas críticas destoam do resto do grupo negativamente.... eu não consegui chegar na última estrofe pq num dá ....vc é muito chato.....da até desanimo.


Miss Scarlett Miss Scarlett (18/10/2013 11:02:49)   719 0
O Hessel deu pra escrever poesia e eu não fiquei sabendo?


Maldi♱☯ Kakar☯♱♱☯ Maldi♱☯ Kakar☯♱♱☯ (18/10/2013 06:57:41)   1297 0
TA, SEGUINDO A CARTILHA:

QUANTO SEXO TEM NO FILME?



sem avatar Marco A (18/10/2013 06:44:27)   743 3
O filme pode até ser ruim, mas sinceramente, não estava mais aguentando ler essa crítica...! Chata...



sem avatar Maran (18/10/2013 06:07:04)   1381 1
Lembrando que o Wagner Moura não participou de Robocop por causa "disso".



Oliver Oliver (18/10/2013 02:06:20)   -4 1
Só fui ver essa bomba pq ganhei os ingressos para pré-estreia.

Filme chatíssimo e pseudo-didático, pq deixa muitas coisas fora. Tudo n=bem que não se trata de um documentário e é um filme que "se passa" em Serra Pelada e não "sobre" Serra Pelada, mas não incluir, por exemplo o famigerado Major Curió na história é uma falha grave.

Se salva a trilha sonora brega , a Sophie Charlotte, que realmente surpreende e o Wagner Moura como "Lindo Rico".
Mas se bem que o Wagner Moura, um dos produtores do filme, marotamente se deu conta que aquele era o melhor personagem e o tomou para si.



sem avatar Cassiano (18/10/2013 00:25:23)   256 0
a galera tá criticando a crítica negativa do omelete dado ao filme, mas as maiorias das críticas a serra pelada são negativas


André Filipe André Filipe (18/10/2013 10:44:49)   1206 2
o problema não é a critica ser negativa,o problema é ela ser bem escrita...


Leonardo Leonardo (17/10/2013 23:49:02)   21 2
Putz é o Hessel. Passo.



Inquietante Rival Inquietante Rival (17/10/2013 22:44:43)   6 1
Não costumo implicar com críticas. Acho q todas elas são pontos de vista válidos e devem ser respeitadas. Estranho muito mais as reações histeréticas diante da discordância. No caso de Serra Pelada nem posso dizer se discordo ou não porque ainda não vi o filme. Mas achei graça dessa citação ao Sebastião Salgado como exemplo do exploitation brasileiro, jogada assim no meio do texto. Isso aí tinha q ser discorrido numa monografia. rsrs. Se não é tratar a obra do fotógrafo de forma muito rasa.


Inquietante Rival Inquietante Rival (17/10/2013 22:54:55)   6 1
Quiz dizer reações histéricas mas o correto ortográfico me traiu. Ferramenta de edição, taí algo útil para os comentários. fica a dica... rs

nilton nilton (18/10/2013 00:01:13)   -1520 0
eu achava que esse sebastiao salgado era um geniop quer dizer que ele é um explorador de exploatioton?


Carlos HB Carlos HB (17/10/2013 22:40:43)   247 1
Falou, falou, mas n entendi os 2 ovos. Precisarei reler a crítica várias vezes, ou arriscar ver o filme e tentar reler a crítica para poder entender?



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Guilherme Guilherme (17/10/2013 22:22:55)   16 3
2 OVOS do hessel quer dizer que o filme é muito bom, depois da critica esculhachada de a origem (filmaço) e da critica positiva de joão e maria (lixo), perdi a fé nele, só tem o Sir Borgo mesmo como critico de verdade, Hessel é o pior, quer mostrar que um filme bom é ruim, e que um ruim pode ser bom, Forlani apesar de gostar muito dele ele pega muito o fator diversão do filme e não da proposta do filme em si (posso estar errado), já romariz nem falo muito pq a parte dele é mais de jogos, Hessel vai fazer outra coisa pq critico de cinema vc é mediocre!



Majin-Boo Majin-Boo (17/10/2013 21:33:36)   712 1

Então, isso quer dizer que Os Trapalhões na Serra Pelada, continua a ser o melhor filme feito sobre a serra Pelada?



sem avatar William (19/10/2013 18:51:25)   4 0
kkkkkk...boa...


Marlon Marlon (17/10/2013 21:22:29)   3315 1
Wagner Moura nem foi citado na crítica, ele só faz uma participação especial é?



Gory Gory (17/10/2013 21:21:45)   239 3
Dois ovos ? Então vou ver no cinema.



Raziel  Raziel (17/10/2013 21:21:13)   80 1
Quando era criança,sempre via reportagens falando de Serra Pelada,agora,uma cota depois,o corajoso e trabalhador Heitor Dhalia,deve ter feito o melhor filme brasileiro,que não se vê á muito tempo...espero que este filme seja indicado e vença o Oscar de melhor filme estrangeiro.


Raziel  Raziel (21/10/2013 11:23:40)   80 1
Palavras digitadas por você:
"E pior que vc acertou, colega. Tem um meliante aí em cima reclamando do shortinho da Sandra. Ou esse cara é mto biba ou é mto baitola. Ela tá mto gostosa e os astronautas tendem a vestir roupas leves sim.".Quem é você para corrigir meu português?

Raziel  Raziel (21/10/2013 11:49:07)   80 1
Anton.Chigurh de Florianópolis,Santa Catarina Este comentário seu na matéria Gravidade-Crítica ,conversando com o omelenauta Pilgrim,está cheio de erros de português:
"E pior que vc acertou..."É "você",não vc.
"...Ou esse cara é mto biba ou é mto baitola."Não se digita "mto",digita-se "muito"."Fpolis",não se digita "Fpolis",mas sim "Florianópolis',com cento segundo "o".
"... Ela tá mto gostosa..."não se digita "mto",novamente,digita-se "muito",E finalmente e último detalhe,o correto não é "biba",mas sim "bicha".Repetindo:-Quem é você para corrigir meu português?
De novo:Quem é você para corrigir meu português?
Responda porque eu estou mandando,o mais rápido possível.


sem avatar Santos D. (17/10/2013 21:18:51)   1285 0
Pretendo conferir esse filme,achei o trailer interessante e a premissa também. Heitor Dhalia começou a carreira com filmes autorais mas ultimamente vem fazendo a transição para o cinema popular.
Nos EUA ele dirigiu o thriller 12 Horas e agora de volta ao Brasil faz sua estréia no filme de ação com Serra Pelada.




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